Tecnologia que aproxima: o desafio de engajar 4 gerações em um único evento

No atual cenário demográfico, convivemos com várias gerações distintas no planeta. Quando olhamos para o mercado de trabalho e para o ecossistema de eventos corporativos, estamos falando dos cinco grupos principais que dividem o mesmo espaço físico e digital — dos Baby Boomers à Geração Alpha, passando pela Geração X, pelos Millennials e Geração Z.
O desafio das marcas consiste em criar ativações tecnológicas que impressionem e, simultaneamente, garantam inclusão e conformidade com o conceito de “peoplecentric”. A percepção da tecnologia varia entre os diferentes grupos, e esse abismo comportamental gera ruídos significativos.
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Uma pesquisa recente conduzida pela Clari e pela Salesloft com 2 mil profissionais de vendas nos EUA ilustra bem esse cenário. Enquanto 75% da Geração Z utilizam mensagens diretas e chats para se relacionar com clientes, o percentual cai para 49% entre os Baby Boomers, dos quais 61% ainda preferem reuniões presenciais para fechar negócios.
Essa divisão alimenta percepções conflitantes: 60% dos Boomers acreditam que o excesso de tecnologia enfraquece o relacionamento, enquanto 64% dos jovens sentem que a resistência dos mais velhos à inovação sufoca o progresso e custa caro às empresas. Mais grave ainda: oito em cada dez profissionais já presenciaram perdas de negócios porque o estilo de comunicação não estava alinhado ao perfil do cliente.
O espectro da experiência: do funcional ao imersivo
Para que uma ativação em um evento seja bem-sucedida, ela precisa “falar” todas as línguas geracionais:
- Baby Boomers (1946-1964): valorizam o olho no olho. Para eles, a tecnologia deve ser intuitiva e facilitar a interação humana. QR Codes informativos são úteis, desde que haja suporte humano por perto.
- Geração X (1965-1979): apreciam a eficiência e o pragmatismo. Tecnologias que otimizam o tempo, ressoam bem com seu perfil empreendedor.
- Millennials (1980-1994): buscam propósito e participação ativa. Ativações “instagramáveis” e gamificação são essenciais para que deixem de ser apenas plateia e se tornem coautores da narrativa.
- Geração Z (1995-2010): para os nativos digitais, a Realidade Virtual (VR) e a Inteligência Artificial são o agora. Muitas vezes buscam o que definimos como storyliving: a arte de fazer o público viver a história de forma profunda e sensorial. Para este grupo, a tecnologia deve ser o veículo que permite não apenas observar uma narrativa, mas habitá-la e senti-la em tempo real.
- Geração Alpha (nascidos após 2010): A geração da “hiperpersonalização”. Para eles, as fronteiras entre o físico e o digital são integradas (Phygital). Ativações de sucesso devem ser responsivas e multissensoriais: eles esperam ambientes que reajam ao seu toque e presença, permitindo que moldem a experiência em tempo real.
Tecnologia como ponte e não como barreira
O segredo para engajar um público tão diverso reside no uso da tecnologia como facilitadora, evitando o erro comum de implementar inovações complexas que acabam por segregar participantes, afinal, quando um perfil mais sênior se sente incapaz de interagir com uma ativação, a marca perde uma oportunidade valiosa de conexão.
A estratégia ideal passa, portanto, pela oferta de múltiplos formatos, equilibrando desde murais físicos de insights até ambientes digitais imersivos de metaverso corporativo, garantindo que a inovação reduza a fricção em vez de criá-la.
A gamificação surge aqui como o grande “denominador comum”. Enquanto o jovem joga pela competitividade digital, o sênior se engaja pela clareza dos desafios e recompensas tangíveis. É a inovação reduzindo a fricção e garantindo pertencimento.
O objetivo central reside na criação de memórias que perdurem no tempo, uma vez que o futuro dos eventos corporativos se consolida como um ambiente híbrido, humano e, acima de tudo, multigeracional.
Entender as diferentes percepções sobre a inovação representa o passo fundamental para transformar a tecnologia em verdadeira conexão humana, pois, no cenário pós-digital, a capacidade de despertar sentimentos tornou-se o novo diferencial disruptivo.
Fonte da notícia: Novidades do TecMundo https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/414218-tecnologia-que-aproxima-o-desafio-de-engajar-4-geracoes-em-um-unico-evento.htm
Paulo Farnese



