Brasil cria mapa para virar líder global em 15 anos

A gente tem a oportunidade de ter o ineditismo de fazer pela primeira vez algo em que a gente domina tudo. É um mundo novo. E, quando se fala disso, todo mundo, do mais alto nível aos técnicos, diz: ‘É a nossa oportunidade’.”
Anderson Gomes
Para ele, as terras raras podem ser para o Brasil o que a ASML (monopolista global na fabricação das máquinas de fotolitografia usadas para produzir microchips avançados) representa para a Holanda, a TSMC (maior fabricante terceirizada de chips do mundo) significa para a Taiwan e as tecnologias de baterias elétricas simboliza para a China. “Por que a gente não pode fazer a mesma coisa? Pode. Agora, tem um case para fazer a mesma coisa. Talvez não tenha dado para fazer isso com o petróleo ou com aviões, mas dá para fazer isso com as terras raras”, diz Gomes.
Caso o plano seja colocado em andamento, o desafio a seguir é fazer das terras raras uma política de estado como o SUS (Sistema Único de Saúde), que, entra governo, sai governo, permanece intocável, diz ele.
Para o secretário-executivo do MCTI, o documento do CGEE representa uma estratégia de médio e longo prazo para as terras raras no Brasil, enquanto outro estudo, contratado pelo MME junto ao Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), estipula políticas de mais curto prazo. A avaliação é que os dois relatórios, tidos como complementares, sejam combinados numa estratégia única do governo federal para minerais críticos.
DEU TILT
Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do UOL e nas plataformas de áudio. Assista ao episódio da semana completo.
Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/colunas/helton-simoes-gomes/2026/07/13/brasil-traca-mapa-para-ir-de-coadjuvante-a-lider-em-terras-raras-em-15-anos.htm



