IAs da Anthropic já lideram 25% do trabalho de criar outras IAs

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Crédito: Larissa Burchard/Estadão
As plataformas de inteligência artificial (IA) da Anthropic já são responsáveis por liderar uma parte considerável do trabalho de desenvolvimento de novos modelos da empresa. A própria companhia detalhou e explicou esses dados em seu blog oficial, em publicação realizada nesta quinta-feira (18).
De acordo com o relatório, o Claude já é capaz de “liderar” o equivalente a 26% dos processos de pesquisa e desenvolvimento. A porcentagem foi calculada a partir de uma escala de medição desenvolvida pela Epoch AI.

O Claude é o chatbot comercial da Anthropic, mas também tem usos internos. Foto: Robert Way/Getty Images
Na prática, liderar significa concluir “a maior parte da tarefa de ponta a ponta a partir de um comando de alto nível”. Apesar do volume alto, a Anthropic garante que ele não age de modo “totalmente autônomo” ou sem supervisão humana em conjuntos de tarefas.
Para efeitos de comparação, a empresa indicou em março deste ano que a liderança de IAs em tarefas de construção de novos modelos era de apenas 1%. Outros dados divulgados incluem:
- a taxa de uso de IA em trabalhos feitos por humanos na empresa já é de mais de 90%;
- há cerca de 30 mil agentes de IA fazendo pesquisa e trabalho de engenharia na empresa só na plataforma interna mais usada por ela;
- um total de 0,002% de decisões tomadas pelas IAs internas em agosto de 2026 (uma em cada 47 mil) foram bloqueadas para revisão por algum motivo.
Temores da indústria
Apesar da transparência da companhia ser um fator elogiável, ela também reafirmou um alerta que ressoa cada vez mais entre analistas do mercado: as IAs estão cada vez mais construindo outras IAs.
Como a própria Anthropic reconhece, modelos acelerando o controle do próprio desenvolvimento “podem tornar mais desafiado para humanos compreenderem ou controlarem esses sistemas”.
Já foram observados casos em que essas ferramentas, ao tomarem as próprias decisões com menor taxa de supervisão, acabam divergindo de medidas de segurança. Esse tipo de atitude gera incidentes como invasões a outros sistemas — como a da Hugging Face pela OpenAI e vários outros casos, inclusive com modelos da Anthropic.
Através de um comunicado do CEO e cofundador, Dario Amodei, a companhia já topou desacelerar pesquisa e desenvolvimento de modelos de ponta em um esforço conjunto com rivais. A proposta, entretanto, encontra resistência de empresas da China e do governo dos Estados Unidos.
Recentemente, o Claude unificou o Chat, Cowork e Artefatos em um único ambiente. Saiba mais sobre o tema por aqui. /Com informações de Anthropic.
Fonte da notícia: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo https://www.estadao.com.br/tecmundo/inteligencia-artificial/anthropic-ias-ja-fazem-25-do-trabalho-de-criar-as-proprias-sucessoras/
Nilton Kleina



