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Comprar o iPhone 18 Pro no Brasil virou loucura

Depois de duas últimas semanas usando o iPhone 18 Pro como se fosse meu smartphone pessoal, posso dizer tranquilamente que o upgrade para a nova geração agora com os valores de lançamento é uma ideia no mínimo questionável. A Apple claramente não se preocupou em inovar no design desta geração, e a prova disso é que o 18 Pro é visualmente quase indistinguível do 17 Pro se você não reconhecer as cores de cada geração. Mas será que a mudança interna justifica o preço de mais de seis salários mínimos? Pra quem vale o upgrade? Se é que vale para alguém.

O tempo de teste deixou uma impressão clara: não está errado enxergar este iPhone como uma daquelas antigas “gerações S”. Ainda assim, isso não significa que ele mereça ser ignorado. O iPhone 18 Pro tomou o segundo lugar em testes de câmera de smartphone — que comento logo abaixo — e ainda melhorou bastante a autonomia, mesmo sem aumentar de fato o tamanho da bateria e sem adotar o silício-carbono.

Review do iPhone 18 Pro Foto: Lucas Ghitelar

Minha experiência permitiu entender como ele fez esses feitos – e o que eu falar aqui vale também para o Pro Max, que é essencialmente um aparelho que também chega acompanhado por promessas de melhorias de IA que ainda não foram plenamente concretizadas; então é bom se atentar a isso antes de comprometer o valor salgado para levar um desses para casa.

Construção: o mesmo visual, a mesma resistência

No design, o iPhone 18 Pro é praticamente idêntico aos antecessores: o peso é maior, mas por uma diferença que você nem percebe; o tamanho é igualzinho; e ele usa os mesmos materiais de vidro na frente e no painel traseiro, e alumínio no corpo. O último ponto também quer dizer que a parte de metal do corpo deve ser mais suscetível a amassados e riscos do que quando a Apple usou titânio em modelos passados – o que foi abandonado já nos 17 Pro por, em teoria, ser pior para dissipação de calor, por mais que fosse mais leve e mais resistente.

  • Dimensões (L x A x P): 7,19 x 15 x 0,88 cm (mais espesso na câmera);
  • Peso: 211g;
  • Materiais: frente e painel na traseira de vidro, corpo em alumínio.

Traseira do iPhone 18 Pro (Bordô) Foto: Lucas Ghitelar

Pelo menos a proteção Ceramic Shield 2 continua na tela, e o canal JerryRigEverything no YouTube mostrou em um verdadeiro teste de tortura que isso ajuda a proteger mais do que vidro comum pelo menos contra riscos, por mais que ainda possa rachar com uma queda azarada. O iPhone continua resistente à água com certificação IP68, o que dá um pouco de paz de espírito em caso de acidentes, ainda que as próprias empresas de tecnologia sempre pontuem que isso não é garantia, então não é recomendável mergulhar com seu celular caríssimo para tentar bater fotos embaixo da água.

  • Proteções: Ceramic Shield 2 na tela, certificação IP68 contra poeira e líquidos.

A moral aqui é: proteja seu investimento, porque a quantidade de dinheiro que gastamos nesses aparelhos hoje em dia não é pequena. Só não seja tonto de comprar os acessórios oficiais da Apple, primeiro porque, falando por experiência própria, as capinhas de silicone deles têm uma durabilidade horrorosa, e segundo porque, mesmo que as outras capinhas até sejam boas, tem que ser muito desconectado da realidade para achar que não tem nada errado em um case de plástico rígido transparente custar R$ 530, uma alça de tecido para o pulso custar R$ 300 e uma carteira magnética com espaço para um cartão só custar R$ 560. Isso tudo sem nem falar nos preços astronômicos dos reparos cobrados pela Apple caso algo quebre e você leve à assistência oficial. Outras marcas têm acessórios melhores, mais resistentes e mais baratos.

Design: novas cores e ilha dinâmica menor

Voltando para o iPhone 18 Pro, as novidades de design se resumem a dois pontos. O primeiro são as cores novas, que combinam melhor os tons do alumínio e do painel de vidro na traseira, além de trazer novas opções. Aqui o preto fosco ainda é o meu favorito, mas pessoalmente esse bordô é melhor do que eu esperava. É tipo um vinho bem escuro. Elegante.

Ilha Dinâmica reduzida no iPhone 18 Pro. Foto: Lucas Ghitelar

E o segundo ponto é a Ilha Dinâmica, que está menor pela primeira vez desde que foi lançada, lá no iPhone 15 Pro. Isso foi possível porque a Apple moveu o laser de reconhecimento facial do Face ID para o canto esquerdo da tela, onde ele fica muito bem escondido embaixo dos pixels. É muito, muito difícil de ver e provavelmente mais difícil ainda de mostrar na câmera. Mas ele continua funcionando tão bem quanto sempre para desbloquear o celular e fazer login em apps.

Uma pena que, diferente do que a Apple fez aqui com o laser, colocar a câmera embaixo da tela ainda pioraria muito a qualidade das selfies e videochamadas. Como está hoje, a Ilha Dinâmica obstrui menos do que nas gerações anteriores, mas ainda ocupa bem mais espaço do que o furinho da câmera dos Androids, então fazê-la sumir também seria muito bem-vindo. Enfim, com o espaço extra o iPhone 18 Pro agora consegue exibir até 3 atividades ao vivo simultâneas. É melhor? Sim! Mas é útil? Bem pouco. Nas minhas duas semanas de teste, eu nunca passei das duas atividades simultâneas sem ser de propósito.

Tela e áudio: padrão mantido com excelência

O ponto que menos mudou foi a experiência audiovisual, mas tudo bem porque ela já estava bem redondinha na geração anterior. A tela de 6,3 polegadas tem painel OLED que a Apple chama de Super Retira XDR e resolução acima do Full HD.

Tela do iPhone 18 Pro. Foto: Lucas Ghitelar

Ela entrega bom detalhamento e definição, ótimas cores, tons de preto e contraste. A taxa de atualização de 120 Hz permite movimentos bem fluídos e o brilho automático fica perto dos 1.000 nits, com pico chegando a 3.000 nits, o que garante excelente visibilidade mesmo sob a luz direta do Sol, além de ótimo HDR.

  • Tela: Super Retina XDR (OLED LTPO) com 6,3” (proporção 19,5:9), resolução 2622×1206 pixels, 120 Hz, pico de brilho de 3.000 nits (1.600 HBM).

E o som também segue ótimo, com tons bem equilibrados, graves dignos e qualidade mesmo nos volumes máximos, em distorções perceptíveis.

Desempenho e arquitetura do A20 Pro

A parte mais significativa que mudou no iPhone 18 Pro foi dentro dele, principalmente com o novo chip A20 Pro. Ele é o primeiro de 2 nanômetros da Apple e o impacto dele foi duplamente positivo, só que apenas um deles você sente de verdade hoje, assim que começa a usar o aparelho. Do lado do desempenho, ele trouxe ganhos tanto de CPU quanto de GPU, mas isso é difícil de demonstrar na prática hoje porque as gerações anteriores já tinham desempenho fluido e gráficos muito bons em geral.

Hardware e memórias

  • CPU: A20 Pro (2 nm, hexa-core 2×4,93 GHz + 4×2,64 GHz);
  • GPU: 7 núcleos;
  • RAM: 12 GB;
  • Armazenamento: 256 GB, 512 GB, 1 TB ou 2 TB.

Aqui está igual, com apps e jogos pesados rodando lisos com tudo no máximo. O que dá para ver de verdade de diferença são só saltos consideráveis nos números atingidos em aplicativos de benchmark. A perspectiva é que, no futuro, com apps e jogos mais exigentes, isso vai tornar o aparelho mais preparado para continuar apresentando ótimo desempenho, mas até lá o que você vai ter de benefício é que ele precisa se esforçar menos para as tarefas que temos hoje, o que ajuda a economizar bateria.

Junto disso, as câmaras de vapor internas deste e do irmão Max também foram bem aumentadas, o que ajuda a sustentar esse desempenho superior mesmo em tarefas exigentes prolongadas, mas tem um efeito colateral que não é ideal: na prática, você sente que este fica mais quente na mão do que os antecessores. Isso não chega ao ponto de doer ou incomodar muito, e realmente é melhor para o desempenho e a longevidade do aparelho se ele conseguir afastar esse calor todo do chip e de outros componentes que poderiam ser danificados – e portanto teriam que reduzir mais a performance para evitar isso –, mas seria melhor ainda se ele fizesse isso sem virar um mini aquecedor de mãos.

O modelo Pro menor também ganhou a opção com 2 TB de armazenamento, que antes só existia no Pro Max nos aparelhos da Maçã. De resto, ainda há opções com 256 GB, 512 GB ou 1 TB de espaço interno não expansível, todas acompanhadas por 12 GB de RAM.

Rodando Red Dead Redemption no iPhone 18 Pro. Foto: Lucas Ghitelar

Na conectividade, continua tudo presente no melhor nível possível, incluindo 5G, WiFi 7, Bluetooth 6.0 e UltraWideband para localização precisa de itens do ecossistema, como AirPods compatíveis, Apple Watch e AirTags.

  • Conectividade: 5G, WiFi 802.11 a/b/g/n/ac/6e/7, Bluetooth 6.0, UWB, NFC e navegação (GPS L1+L5, BDS, Glonass, Galileo, QZSS e NavIC).

Bateria: o grande trunfo dos 2 nanômetros

Mas, para mim, o impacto mais interessante da arquitetura de 2 nanômetros do A20 Pro foi na bateria. Aqui no 18 Pro menor, a Apple aumentou só um pouquinho, indo de 3.998 para 4.056 mAh. No Pro Max, o aumento foi maior, de 4.823 para 5.391 mAh. Em ambos os casos, os números são ligeiramente maiores nos países em que o iPhone não tem mais a bandeja física para o chip da operadora, que o Brasil ainda tem, mas a diferença também não é gritante.

  • Bateria: 4.056 mAh (no modelo brasileiro, com Nano SIM) + recarga MagSafe (25W).

Durante as minhas duas semanas de uso, eu frequentemente terminava o dia com mais de 9 horas e 20 minutos de tela ligada, isso nos dias mais intensivos, em que passei pelo menos 3 horas em jogos exigentes, sempre com o ajuste de brilho automático e alternando entre momentos no 5G e no Wi-Fi. Nos dias moderados, com cerca de 6 horas de tela ligada e uso focado principalmente em redes sociais, vídeos e mensageiros, eu terminava o dia com quase 40% de carga sobrando. Nada mal para um aparelho que não é realmente compacto, mas está entre os menores disponíveis no segmento super premium hoje.

Uso de bateria do iPhone 18 Pro. Foto: Lucas Ghitelar

A eficiência energética do A20 Pro é tão maior que a duração da bateria do iPhone 18 Pro menor é igual à do 17 Pro Max e, pelos testes que vi YouTubers gringos como o Mrwhosetheboss fazendo, o iPhone 18 Pro Max chega a um nível de duração de bateria similar ao dos Androids com baterias de silício-carbono com mais de 7.000 mAh de capacidade, o que é genuinamente impressionante. Provavelmente a vantagem do Android vai aumentar novamente quando começarem a sair os modelos de ponta com os chips de 2 nanômetros da Qualcomm, mas por enquanto a Apple preferiu igualar o nível e guardar a carta do silício-carbono para o futuro só para ficar mais fácil afirmar grandes saltos nas próximas gerações.

Outro ponto que está melhor aqui é a recarga, que agora suporta carregadores mais rápidos. Não que a Apple tenha incluído algo além do cabo e dos manuais na caixa, mas, como ela não tem vergonha na cara, essa é a realidade em que ainda vivemos. Se você comprar um dos novos carregadores dinâmicos da Maçã por singelos R$ 450, ou então se fizer como eu e usar um carregador mais potente que tirou de algum Android ou do seu notebook, vai conseguir carregar o iPhone 18 Pro de zero a 100% em cerca de 1 hora e 5 minutos, o que é um bom tempo para quem está no mundo da Maçã.

Câmeras: abertura variável e 2º lugar no DxOMark

Aí chegamos ao ponto que fez mais barulho na apresentação, que foi a parte das câmeras. Nos sensores, não mudou nada: o frontal tem 18 MP e é quadrado, permitindo tirar selfies de ótima qualidade na vertical ou na horizontal sem virar o smartphone, e os três traseiros têm 48 MP cada, com tamanhos e quase todas as especificações inalteradas, exceto pela principal, que vem com o sistema de abertura variável, o que pode ser controlado automaticamente ou manualmente.

Câmeras

  • Frontal: sensor Center Stage de 18 MP, f/1.9, 20 mm e PDAF;
  • Principal: 48 MP, f/1.48-4.0, 24 mm, 1/1.28”, OIS sensor-shif gen. 2 e PDAF dual-pixel;
  • Teleobjetiva periscópica: 48 MP com zoom óptico de 4x, f/2.8, 100 mm, 1/2.55”, OIS sensor-shift 3D e PDAF;
  • Ultrawide: 48 MP com ângulo de 120º, f/2.2, 13 mm, 1/2.55” e PDAF;
  • Profundidade: sensor ToF 3D LiDAR.

Essa não é uma tecnologia nova, mas por mais que a gente costume lembrar primeiro do Galaxy S9, lá de 2018, que tinha dois níveis de abertura entre 1.5 e 2.4, a tecnologia que a Apple usou aqui é mais avançada, ficando muito mais próxima da que a Xiaomi colocou nos Xiaomi 13 Ultra e 14 Ultra, e que a Huawei também usa nos seus top de linha desde o Mate 50 Pro, de 2022. E isso inclui o Huawei Pura 80 Ultra, que é atualmente o campeão do ranking de câmeras de smartphones do DxO Mark, mantendo a posição com o iPhone 18 Pro em segundo lugar.

Câmera com abertura variável do iPhone 18 Pro. Foto: Lucas Ghitelar

No caso desses celulares, as opções de abertura vão desde a menor, que é escrita como f/4.0, até a menor, que no caso do iPhone é f/1.48. O app de câmera nativo do iPhone permite que você segure na barra superior para adicionar o controle manual com 4 níveis, além de poder colocar outras coisas como balanço de branco, velocidade do obturador e outras coisas legais para quem manja de verdade de fotografia.

Explicando bem basicamente, uma abertura maior deixa mais luz chegar ao sensor, melhorando a qualidade principalmente em cenas de baixa luminosidade sem depender tanto de correções via software e pós-processamento, só que isso tende a reduzir a profundidade de campo, o que deixa as coisas mais desfocadas quanto mais longe do ponto de foco elas estiverem. Já aberturas menores reduzem a quantidade de luz, o que escurece as imagens, mas aumentam a profundidade de campo, o que deixa mais coisas em foco mesmo que estejam em distâncias diferentes.

Aí a pergunta é: faz diferença na prática? Sim, mas pouca. Nas mãos de quem entende de verdade de fotografia, a abertura variável e os novos controles adicionais dão mais liberdade criativa e permitem atingir visuais únicos de forma mais natural, mas os sensores como o que a Apple usou aqui não são grandes o suficiente para produzir um desfoque óptico profundo, que realmente justificaria um investimento de sei lá quanto dinheiro para colocar dentro da câmera partes móveis que podem quebrar com um impacto mais forte.

Dá até para brincar com as estrelas que se formam com os raios de luz em pontos fortes quando a abertura está mais fechada, entre outras coisas. Hoje, a novidade até é perceptível para quem tem o olho treinado, mas eu imagino que no futuro, se a Apple mantiver o recurso tempo suficiente para ele ser combinado com sensores maiores, como os do tipo 1 polegada do Huawei Pura 80 Ultra, aí sim vai ficar melhor ainda para os fotógrafos.

Só que na mão da maioria das pessoas, que não vai ver muita diferença mesmo se tentar usar esses controles manuais, o modo automático tende a preferir manter a câmera quase sempre na mesma abertura de f/1.8, que era a única possível nas gerações anteriores. Nesse caso, a diferença entre o iPhone 18 Pro e o 17 Pro fica praticamente nenhuma, trazendo vantagem só quando você for tirar fotos de um grupo muito grande de pessoas sem usar a câmera frontal, ou em lugares muito escuros — o que fica mais fácil, já que a abertura maior agiliza o processo e reduz efeitos de desfoque por movimentos rápidos. Se você não é um criador e não manja de fotografia, aqui estará pagando por um recurso de nicho que vai te beneficiar pouco e em situações muito específicas.Um ponto que é um incômodo há bastante tempo nos iPhones e que a Apple continua não resolvendo aqui é do flare, reflexos indesejados que aparecem perto de luzes fortes em cenas escuras. Ainda está firme e forte lá na lente principal.

Para a maioria dos usuários leigos em fotografia, mas que ainda assim querem adicionar um estilo mais único e performático às próprias fotos, a função melhorada de Estilos fotográficos é mais interessante. No iPhone 18 Pro, além de escolher opções predeterminadas ou personalizar a paleta e intensidade das cores das suas fotos, agora é possível também mexer em opções de textura, incluindo ajustes manuais de intensidade de suavização de pele, brilho, filme e até adicionar granulação.

Seja como for, em geral todas as câmeras do iPhone 18 Pro produzem sim fotos excelentes tanto de dia quanto usando o Modo Noite no escuro. Para mim, o ponto em que os Android top de linha ainda ganham mais claramente nas câmeras é no zoom. Não que esse aqui ou o antecessor dele façam feio nisso, mas os rivais do lado do robozinho verde estão bem à frente nisso mesmo sem considerar acessórios como as lentes telescópicas que vêm com o Jovi X300 Ultra, por exemplo. Se levar até isso em conta aí eu acho até sacanagem… ou humilhação.

Nos vídeos, a Apple já mandava muito bem também, então as novas opções de controle manual apenas se somam ao já respeitável arsenal do aparelho. Só não ganhou resolução 8K porque a Apple não quis permitir isso, mas com até as TVs 8K se tornando cada dia mais raras, eu até entendo. Seja como for, a qualidade e a estabilização continuam excelentes aqui.

  • Vídeo: 4K@120fps e 1080p@240fps na traseira e 4K@60fps e 1080p@120fps na frontal.

Software e iOS 27: a promessa da Siri AI

No software, o iPhone 18 Pro vem rodando de fábrica o iOS 27 e vai sendo atualizado conforme novos recursos ou correções forem sendo liberados. Por enquanto, essa versão do sistema operacional tem como destaque uma melhora no desempenho geral do sistema e de aplicativos, o que é difícil de demonstrar porque não é como se isso fosse algo realmente péssimo em iPhones anteriores.

Recursos de IA como as ferramentas de edição de imagem que permitem remover objetos, ampliar imagens e até reenquadrar fotos tiradas já estão aqui e até funcionam muito bem, o que é uma baita evolução em comparação com tentativas anteriores da Apple de trazer esse tipo de função.

Além disso e de adições menores pontuais, outro destaque por enquanto é a possibilidade de escolher o nível de opacidade ou transparência da interface do Liquid Glass, o que é melhor do que não ter, mas não revoluciona a vida.

Interface do Liquid Glass no iPhone 18 Pro. Foto: Lucas Ghitelar

A maior promessa dessa versão do sistema ainda não chegou para valer até a gravação deste review, no começo de outubro. A Siri AI promete usar a inteligência artificial baseada nos modelos Gemini do Google para trazer recursos verdadeiramente inteligentes para a assistente do iPhone. Por enquanto, ela só está disponível por aqui se você mudar o idioma do sistema inteiro para inglês e se inscrever em uma fila de espera — que, no meu caso, demorou uns dois dias para ser liberada. E mesmo depois disso, a experiência não deu muito certo. Não porque ela não seja melhor do que a Siri anterior — ela é, sim —, mas sim porque, por mais que o sistema e a interface dos apps estejam em inglês e eu consiga falar em inglês com ela, o conteúdo dos meus e-mails, agenda, mensagens e tudo mais ainda está 100% em português, e a Siri AI em inglês ainda não consegue lidar direito com isso.

Para quem está disposto a participar do Beta do iOS, já é possível testar a Siri AI em português, como muito bem demonstrou nosso querido Wellington Arruda em outro vídeo aqui do canal. Só que, para o review, eu não posso contar com isso para avaliar a novidade de forma justa, já que há grandes chances de ela estar com bugs ou capacidades incompletas. Sem falar que, por mais que ela já exista na gringa, enquanto não estiver comprovado que ela funciona no nosso idioma, continua valendo a recomendação de nunca comprar um hardware com base na promessa de uma atualização de software futura. Ela pode simplesmente nunca chegar.

Siri AI Beta em inglês no iPhone 18 Pro. Foto: Lucas Ghitelar

Até lá, tudo o que eu posso fazer nesse caso é dizer que em português a Siri continua tão limitada quanto sempre. A a Apple promete que a Siri AI chega oficialmente ainda em 2026, então continue ligado aqui no TecMundo para acompanhar as próximas avaliações.

Vale a pena o upgrade?

No Brasil, o iPhone 18 Pro menos caro chega com 256 GB de armazenamento e sai a partir dos R$ 10.800 à vista, com o Pro Max mais caro, de 2 TB, chegando a R$ 22 mil se parcelado em até 12 vezes. E como esse ano nós não tivemos um iPhone 18 sem ser um dos Pro, é entre esses valores que ficam todas as opções para quem quer um smartphone da geração mais recente da Apple.

Preços oficiais do iPhone 18 Pro:

  • 256 GB: R$ 10.799,10 à vista ou R$ 11.999 em até 12x;
  • 512 GB: R$ 12.149,10 à vista ou R$ 13.499 em até 12x;
  • 1 TB: R$ 14.849,10 à vista ou R$ 16.499 em até 12x;
  • 2 TB: R$ 18.899,10 à vista ou R$ 20.999 em até 12x.

Preços oficiais do iPhone 18 Pro Max:

  • 256 GB: R$ 11.699,10 à vista ou R$ 12.999 em até 12x;
  • 512 GB: R$ 13.049,10 à vista ou R$ 14.499 em até 12x;
  • 1 TB: R$ 15.749,10 à vista ou R$ 17.499 em até 12x;
  • 2 TB: R$ 19.799,10 à vista ou R$ 21.999 em até 12x.

Por mais significativas que sejam as melhorias, não é uma diferença que valha o preço para pular de um iPhone 17 ou 17 Pro para este aqui. Provavelmente, do 16 Pro também não valeria. Pode ser mais tentador se você tiver um 17e, um 16 base ou algum modelo inferior ou mais antigo. Só que, mesmo nesse caso, não dá para esquecer que o iPhone 17 Pro tem ou vai receber praticamente tudo o que este aqui oferece, ainda tem uma longevidade muito boa e já chegou a aparecer perto dos R$ 7.900.

E mesmo isso já é muito caro – é um valor que eu não me vejo pagando por um smartphone. É por isso que, no review do iPhone 17e, eu falei que o achava a opção mais sensata para um brasileiro que faz questão de comprar um iPhone de 2026. Infelizmente, é o que está no menu para os brasileiros, meus amigos, e os preços muito provavelmente só vão ficar mais salgados nos lançamentos futuros. Logo mais vem aí o iPhone Duo, que não me deixa esquecer disso.

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O que você achou do iPhone 18 Pro? Tem algum ponto importante que eu deixei de considerar? Contribua para o debate nos comentários abaixo e continue acompanhando sempre o TecMundo para mais notícias e avalizações sinceras sobre os principais produtos e serviços do mundo da tecnologia.


Fonte da notícia: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo https://www.estadao.com.br/tipo_conteudo/analise/comprar-iphone-18-pro-no-brasil-virou-loucura/

Leonardo Barreiros Rocha

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