Após Meta, Snap faz acordo em processo sobre vício em redes sociais nos EUA

Após Meta, Snap faz acordo em processo sobre vício em redes sociais nos EUA
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A Snap, dona do Snapchat, fechou um acordo confidencial com dois adolescentes nos EUA e evitou que o caso chegasse a um novo julgamento sobre suposto vício em redes sociais.
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Snap e autores do processo fecharam um acordo durante o julgamento em um tribunal estadual de Los Angeles. Os adolescentes alegam que a empresa desenhou o Snapchat para causar dependência, o que teria contribuído para depressão, ansiedade e transtornos alimentares.
O acerto foi definido poucos dias antes do avanço das audiências e teve valor mantido em sigilo. Os advogados de K.D.B. e S.J. disseram em comunicado que o acordo busca responsabilizar as plataformas pelos efeitos que atribuem ao uso dos aplicativos.
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O caso reunia duas ações movidas por adolescentes de Estados diferentes. S.J., de 16 anos, é de Illinois, e K.D.B., de 18, é do Mississippi; documentos do processo citam que eles começaram a usar redes sociais aos 13 e 15 anos, respectivamente.
Autores afirmam que recursos de design estimulam o uso compulsivo. Entre os exemplos citados estão a rolagem infinita e a reprodução automática, mecanismos que, na avaliação deles, ajudariam a manter o usuário conectado por mais tempo.
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O processo também envolveu Meta, TikTok e YouTube, mas essas empresas já tinham feito acordos. A Meta confirmou um acordo com K.D.B. e já havia firmado anteriormente um acerto com S.J., o que deixou a Snap como a única ré restante até esta segunda-feira.
O julgamento fazia parte de uma onda de ações nos EUA sobre os efeitos das redes sociais em crianças e adolescentes. Há milhares de processos em tribunais federais e estaduais movidos por indivíduos, distritos escolares, municípios e outras entidades, com acusações de que as plataformas teriam buscado conscientemente viciar jovens.
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Um veredicto recente em Los Angeles virou referência para casos semelhantes. Em março, um júri considerou Meta e YouTube negligentes e fixou indenização de US$ 6 milhões a uma jovem; outros casos selecionados para julgamento terminaram em acordo ou desistência.
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As empresas negam que tenham criado aplicativos para viciar adolescentes e dizem ter adotado medidas de segurança. As plataformas afirmam que trabalham para oferecer espaços em que jovens possam se expressar.
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As empresas costumam buscar acordos antes de julgamentos para reduzir custos e evitar exposição. Além de limitar gastos com advogados e o risco de sanções, os acertos podem impedir que executivos tenham de depor e que documentos internos venham a público. A Snap não comentou o acordo até a publicação desta reportagem.
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* Com informações da AFP e da Reuters.
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Fonte original: www.uol.com.br
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