Google vai cortar Busca de escolas que não ativarem recursos de IA


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O Google anunciou nesta terça-feira que vai desativar a busca do Google Search para alunos da educação básica cujas escolas não autorizarem o uso de suas ferramentas de IA, informou a NBC.
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A regra também atinge Gemini, Gemini Notebook e Gemini no Classroom. Chris Phillips, vice-presidente e gerente-geral de educação do Google, afirmou que os serviços ficarão desativados até que administradores escolares autorizem seu uso com inteligência artificial.
O Google afirma que a medida dá às escolas controle sobre o uso de IA em sala de aula. A empresa diz que o bloqueio do Search decorre da integração crescente da inteligência artificial ao mecanismo de busca.
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Entidades ligadas à educação criticaram a decisão e a classificaram como pressão para a adoção de IA. Josh Golin, diretor-executivo do grupo Fairplay, disse que o Google tenta forçar escolas a usar seus produtos de IA.
Randi Weingarten, presidente da Federação Americana de Professores, disse que a empresa priorizou interesses comerciais. Ela afirmou que o Google deveria trabalhar com professores e pais para assegurar privacidade e segurança nas ferramentas.
Escolas que ativarem os produtos terão uma versão redesenhada do Google Search. A empresa afirma que a ferramenta vai identificar tentativas de obter respostas prontas para tarefas e conduzir o aluno pelos conceitos do tema.
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O Google consolidou presença na tecnologia educacional nos últimos 15 anos. A maior parte dos laptops Chromebook é comprada por distritos escolares americanos para distribuição aos alunos, e quase dois terços das tarefas usam um produto da empresa, conforme relatório de 2023 da Schoolytics.
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No início deste ano, o Gemini foi ativado no Google Classroom para crianças de todas as idades, salvo se os distritos o desativassem. Em carta aberta divulgada no começo de outubro, 13 organizações de pais nos EUA pediram que escolas desligassem o acesso ao Gemini e ao YouTube.
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Pesquisas sobre IA na educação ainda não demonstraram benefício de longo prazo para estudantes. A iniciativa SCALE, da Escola de Educação da Universidade Stanford, afirma que não há estudos causais de alta qualidade sobre o uso dessas ferramentas por alunos.
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Fonte original: www.uol.com.br
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