ranquear funcionários pelo uso de IA virou febre corporativa

E esse fenômeno está atingindo um nível absurdo.
Segundo o New York Times, um engenheiro da OpenAI consumiu sozinho 210 bilhões de tokens em uma semana, o equivalente a 33 vezes a Wikipedia. Outro engenheiro, em Estocolmo, disse que provavelmente gasta mais que o próprio salário no uso do Claude. E na Meta, funcionários criaram até uma tabela interna que ranqueava colegas pelo consumo de tokens.
Mas a mensagem mais forte de como as empresas de tecnologia estão pensando o futuro do trabalho veio do CEO da Nvidia, Jensen Huang. Em apresentação recente, ele propôs dar aos engenheiros da empresa um orçamento anual em tokens equivalente à metade do salário. Ele ainda projetou que, em dez anos, a Nvidia terá 75 mil funcionários humanos trabalhando ao lado de 7,5 milhões de agentes de IA.
Ele não está sozinho neste movimento. Outros CEOs também vêm tratando o uso intenso de IA como sinal de ambição, eficiência e adaptação ao novo trabalho.
No caso de Huang, a defesa do consumo intenso de tokens vem acompanhada de um interesse econômico evidente. Afinal, ele comanda justamente a empresa que vende as GPUs usadas para processar boa parte dessa conta.
O termo Token Maxxing ainda não é comum no Brasil, mas a sua lógica já está presente, ainda que não com esse nome.
Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/colunas/diogo-cortiz/2026/05/10/token-maxxing-ranquear-funcionarios-pelo-uso-de-ia-virou-febre-corporativa.htm


