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No estilo dos filmes, 007 First Light traz história nunca contada de James Bond

Com mais de 60 anos de estrada e 27 filmes já lançados, James Bond é, sem dúvidas, um dos personagens mais famosos da história dos cinemas – isso sem contar, é claro, toda sua trajetória nos livros de Ian Fleming. No entanto, enquanto a Amazon mantém segredo com o próximo longa-metragem do personagem, o agente secreto britânico volta aos holofotes com uma história original contada de uma maneira diferente.

007 First Light é o novo jogo protagonizado por James Bond, trazendo uma narrativa cinematográfica e uma história nunca contada sobre o personagem. Produzido pela IO Interactive, o título traz Patrick Gibson, ator da série The OA, dando vida para um jovem agente em busca de sua licença para matar.

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Como esperado de um jogo, a experiência interativa é repleta de ação, mas vai além do tiroteiro. A obra também se destaca pela pegada que lembra os filmes, mas com um toque original que torna a história praticamente um novo longa-metragem de James Bond com um grande diferencial: você acompanha a história pelos olhos do personagem e controla a exploração do mundo ao seu redor.

Além de apostar em uma narrativa inédita, o jogo também funciona como uma espécie de reimaginação moderna das origens do agente secreto. Em vez de apresentar um Bond já consolidado como o espião frio e experiente conhecido pelos filmes, First Light aposta em um protagonista mais impulsivo, carismático e inexperiente, mostrando como o personagem evolui até se tornar o lendário 007.

007 First Light aposta em uma origem inédita para James Bond

Apesar de ser amplamente conhecido pelos livros e filmes, 007 também é uma franquia famosa nos games, mas que sempre “jogou no seguro”. Os títulos que carregam o nome da série costumam trazer um espelhamento da narrativa de filmes famosos e focar, principalmente, em ações como troca de tiros ou perseguições com carros de luxo.

Em 007 First Light, a jogabilidade e a narrativa caminham juntos para entregar uma experiência que transcende filme, TV e o que vimos até hoje nos games de James Bond. Desta vez, temos uma história nunca contada do personagem sendo trazida de uma maneira imersiva – algo que pode agradar fãs que esperam algo nunca visto do personagem.

A narrativa do jogo segue os padrões conhecidos do mundo dos filmes, com grandes atos contando uma história com começo, meio e fim – porém, com um Bond bem diferente o usual. Durante a história, os martinis e os carros de luxo ficam de lado para mostrar um agente novato no MI6.

Após um grande feito, o jovem James Bond, de apenas 26 anos, é convidado para se juntar ao novo programa 00, que busca reviver a era de ouro da espionagem britânica após um computador quântico tornar esse tipo de agente defasado. A história acompanha o personagem em seu treinamento e primeiras missões, quando uma grande conspiração o coloca a prova de verdade.

Cenários internacionais reforçam o clima cinematográfico

A trama começa justamente durante o treinamento de Bond em uma instalação repleta de obstáculos e avaliações práticas em uma região com arquitetura mediterrânea e ruínas rochosas. Pouco tempo depois, o jogador já é lançado para operações espalhadas pelo mundo, algo que reforça a sensação clássica de aventura internacional presente nos filmes da franquia.

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A lista de viagens inclui as montanhas High Tatra, na Eslováquia, onde Bond precisa se infiltrar no luxuoso Grand Carpathian Hotel durante um torneio mundial de xadrez; uma missão em Kensington, em Londres, durante um baile corporativo em um museu tecnológico; além de uma operação em Hạ Long Bay, no Vietnã, em meio às famosas formações rochosas e embarcações tradicionais da região.

Essa variedade de locais ajuda a reforçar o clima cinematográfico da experiência – que inclui até mesmo uma abertura no estilo dos filmes, com música de Lana Del Rey. Cada missão parece construída para funcionar como um grande set de espionagem, alternando momentos de infiltração silenciosa, perseguições, exploração e cenas de ação dignas dos filmes mais modernos do personagem.

A construção de narrativa e ambientação trazidos por First Light, por si só, já garantiriam um filme de 007 bem convincente. No entanto, a “magia dos videogames” entra no meio para garantir um toque de interatividade e originalidade na história contada pela IO Interactive.

Gameplay mistura espionagem, ação e liberdade para o jogador

Usando cenas com teor cinematográfico e um elenco estrelado, o jogo traz uma composição que lembra muito os filmes modernos de 007. No entanto, a grande diferença é que acompanhamos tudo pelos olhos do personagem. Desde sua primeira missão até amarrar uma gravata borboleta para um baile: o jogador assume o comando da vida de James Bond durante toda a narrativa.

Esse ponto de vista e controle se destacam nas partes jogáveis: como espião, você pode usar gadgets icônicos do MI6, como uma caneta que lança mísseis e um relógio hacker, para obter informações de alvos e enfrentar inimigos. O jogo ainda conta com sequências onde você assume o comando do agente dirigindo carros, saltando de aviões e, claro, seduzindo pretendentes.

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Outro aspecto interessante é a liberdade dada ao jogador durante as missões. Em muitos momentos, é possível optar por uma abordagem mais discreta e estratégica, usando equipamentos para invadir áreas restritas e enganar guardas, ou simplesmente partir para a ação direta utilizando armas de fogo e combate corpo a corpo.

Conhecido pela franquia Hitman, o estúdio trouxe um gameplay caprichado e desafiador nas partes que envolvem tiro e furitividade. Ainda assim, o jogo de 007 também conta com um modo fácil, o que permite focar mais na história – para quem está mais interessado na narrativa que no gameplay em si.

A influência de Hitman aparece principalmente na forma como os cenários incentivam exploração e improviso. Existem diferentes caminhos para cumprir objetivos, interações contextuais e oportunidades para manipular situações ao favor do jogador, algo que ajuda a diferenciar 007 First Light de outros jogos de ação mais lineares.

Além disso, o título também aposta em rejogabilidade. Depois de concluir determinadas missões, é possível revisitá-las com modificadores adicionais e novos desafios, incentivando o jogador a testar abordagens diferentes e explorar mais possibilidades dentro de cada operação.

Como a IO Interactive transformou James Bond em videogame

Após cerca de 10 horas me aventurando no jogo, posso garantir que o resultado é surpreendente. No entanto, mais surpreendente ainda é o fato de que o time da IO Interactive conseguiu adaptar um personagem conhecido para os games com tanta maestria – principalmente levando em conta o contexto da história.

Em entrevista no canal oficial do jogo, Writer Michael Vogt, chefe de roteiro da IO Interactive, explica que o time trouxe uma “perspectiva jovem” para o personagem tanto na idade quanto no tom do game. Com isso, temos um espião cheio de esperança e que ainda não foi desgastado pelo trabalho, mas sem deixar a essência escapar.

“Bond está experimentando esse mundo escondido e maravilhoso da espionagem pela primeira vez”, explica o roteirista. Muitos aspectos conhecidos do Bond também estão aqui, como seu charme e carisma. Ele é audacioso e sabe lidar com pressão.”

Essa abordagem ajuda a tornar o personagem mais humano e acessível. Em vez do típico agente frio e quase invencível dos filmes clássicos, vemos alguém cometendo erros, aprendendo em campo e lidando com a pressão de provar seu valor dentro do MI6.

Para transformar a história cinematográfica em gameplay, a equipe praticamente escreveu um filme, mas adaptou a estrutura para o mundo dos jogos. “Durante a pré-produção, nós fazemos uma história que parece muito com um longa-metragem, mas com uma narrativa mais flexível que mantém a curva de tensão”, explica Michael Vogt.

Captura de movimento e atuação ajudam na imersão

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Enquanto a estrutura não linear garante mais conteúdo e imersão para o jogador, a produção é consideravelmente mais desgastante para os atores. Segundo Patrick Gibson, que vive o protagonista, a experiência de captura de movimento parece algo como o teatro, mas com muita repetição e equipamentos pendurados pelo corpo.

“Existem certas falas que você repete de quatro ou cinco formas diferentes, dependendo de como são as interações com personagens”, comenta o ator, em entrevista no canal do YouTube do jogo. “A captura de movimentos também possui seus desafios, como vestir uma câmera gigante no rosto.”

Mesmo com os desafios, o resultado entregue pelo protagonista, bem como o elenco de apoio, é notável. 007 First Light entrega um nível de qualidade que certamente vai agradar quem é fã do personagem e curte narrativas cheias de tensão e ação, seja nos games ou em filmes e séries.

Vale a pena jogar 007 First Light sendo fã de cinema?

007 First Light consegue algo raro: transformar James Bond em um protagonista perfeito para os videogames sem perder a essência que tornou o personagem um ícone do cinema. A IO Interactive usa sua experiência com jogos de espionagem para criar uma aventura que mistura ação, infiltração e narrativa cinematográfica de maneira bastante natural.

Ao apostar em uma história original focada nos primeiros passos de Bond dentro do programa 00, o jogo também encontra espaço para explorar lados inéditos do personagem. Em vez de apenas repetir fórmulas conhecidas dos filmes, o título entrega uma experiência mais pessoal, interativa e imersiva, colocando o jogador diretamente na pele do agente secreto.

Para fãs antigos de 007, a aventura funciona como uma nova interpretação do personagem, sendo uma ótima porta de entrada para o mundo dos videogames. Já para quem nunca acompanhou os filmes ou livros, First Light parece ser uma ótima forma de entrar nesse universo de espionagem, conspirações e missões internacionais. Afinal, a aventura é só o começo de um universo que já conta com muito conteúdo.

007 First Light pode ser jogado no PC, PS5, Xbox Series S e X, bem como no Nintendo Switch 2. Uma cópia do game foi cedida pela desenvolvedora para a realização do conteúdo.


Fonte da notícia: Novidades do TecMundo https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/603870-no-estilo-dos-filmes-007-first-light-traz-historia-nunca-contada-de-james-bond.htm

Mateus Mognon

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