Ex-funcionária da Meta processa a empresa por tentar silenciá-la
Meta recorreu a um acordo de confidencialidade assinado por Sarah para tentar limitar a promoção do livro. A empresa pediu uma ordem de emergência, alegando que ela aceitou cláusulas de arbitragem e de não difamação ao receber um pagamento e manter benefícios após a saída.

No processo, Wynn-Williams sustenta que o acordo não deveria valer porque teria sido assinado sob pressão financeira. Ela afirma que, ao ser demitida em agosto de 2017, perderia benefícios que eram centrais para sua estabilidade e, por isso, não teria tido alternativa a não ser aceitar os termos para preservar parte das vantagens e receber uma quantia em dinheiro.
A ação também descreve o que chama de consequências impostas pela Meta depois do lançamento do livro, incluindo monitoramento de suas aparições públicas. Segundo a queixa, representantes da empresa teriam comparecido a eventos, reunido fotos e registros de seus deslocamentos e viajado pelo Reino Unido para documentar que ela não falava sobre a Meta ou sobre a obra.
O documento diz ainda que a Meta pediu ao árbitro novas sanções mesmo quando Sarah permaneceu em silêncio em um festival literário. Ela apareceu no fim de maio no Hay Festival, no País de Gales, ao lado da jornalista Carole Cadwalladr e do acadêmico Tim Wu, mas não falou por orientação jurídica; ainda assim, a Meta teria solicitado em 12 de junho punições adicionais por causa da presença dela.
Além de acompanhar eventos, a empresa teria tentado obrigá-la a informar uma lista de compromissos futuros. A queixa afirma que a Meta pediu ao árbitro que Sarah revelasse suas próximas aparições públicas, como parte do esforço para restringir sua atuação após a publicação.
Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/06/25/ex-funcionaria-da-meta-processa-a-empresa-por-tentar-silencia-la.ghtm



