CEO conta segredo para formar jovens quando IA já faz tudo: ‘testadores’

Eu concordo com tudo e vou responder com uma palavra: responsabilidade. Para mim, você que lidera uma empresa, que lidera um grupo, tem a responsabilidade de formar talentos, cuidar do presente, mas preparar o futuro. É um fato: você precisa de menos gente entrando, só que deve continuar trazendo gente, formando essas pessoas e dando novas tarefas. Se essas tarefas super táticas a IA faz, traz o jovem para ver isso e começa a solicitar para ele coisas novas. Toda semana sai uma ferramenta nova, toda semana tem algo novo para ser testado. Pega esses jovens – e a gente está fazendo isso – e fala: “fuça aí”. Sejam os nossos testers.
Rafael Nasser
Na conversa, o CEO da WPP Production Brasil defende que o jeito de manter a entrada de jovens é dar a eles uma função clara: testar ferramentas que mudam o tempo todo e combinar soluções diferentes, em vez de se prender a um único aplicativo.
Para Nasser, isso também tira uma pressão do time mais experiente. Cortiz aponta que, além de entregar, o sênior acaba tendo de acompanhar a “paisagem tecnológica” que muda a cada semana – e a função de “testador” ajuda a aliviar essa sobrecarga.
O segredo é você ficar testando, combinando. Não é uma ferramenta de IA. “Qual é a ferramenta que você está usando hoje?” É irrelevante, porque daqui a uma semana muda. Então põe esse pessoal para testar isso. Eles são muito mais ávidos para testar do que a gente. Você resolve o primeiro problema: coloca para dentro essa equipe, dá uma função importante, que é o domínio do ferramental. E nessa jornada você vai fazendo a seniorização cognitiva, crítica, questionando: por que você fez desse jeito?
Rafael Nasser
Helton Simões Gomes puxa o tema da bagagem cultural e diz que a IA “expõe” quando o resultado fica genérico: com ferramentas potentes, a lacuna não pode mais ser atribuída ao time ou ao software, e sim ao repertório de quem pede e avalia.
Nasser afirma que a tecnologia provoca um “achatamento” das entregas: muita gente consegue chegar a um nível mediano, mas isso não substitui referência, identidade e intenção. Para ele, o treino passa por questionar o que a IA devolve – e não aceitar a primeira resposta só porque “ficou bonito”.
Fonte da notícia: UOL Tecnologia https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/08/22/ceo-conta-segredo-para-formar-jovens-quando-ia-ja-faz-tudo-testadores.htm



