Como o TSE vai usar a Starlink para obter resultados das Eleições 2026

TRE-DF inicia carga e lacração urnas para eleições
Trabalho será realizado até o próximo dia 30 para a preparação de mais de 6 mil aparelhos. Crédito: Imagens: Wilton Junior/Edição: Laís Nagayama
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai adotar um novo método de envio de resultados de votações nas Eleições 2026. Algumas localidades do país usarão a tecnologia da Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk.
A conectividade será adotada em regiões de difícil acesso, consideradas mais remotas e com baixa cobertura de operadoras convencionais. A ideia é usar a tecnologia para realizar o envio dos resultados de votação até o sistema do TSE.
Segundo o edital de contratação, que foi aprovado há alguns meses, serão utilizados até 1.113 conjuntos da Starlink (incluindo terminais e antena) distribuídos em 13 estados:
- Amazonas: 350 unidades;
- Pará: 350 unidades;
- Mato Grosso: 117 unidades;
- Acre: 91 unidades;
- Maranhão: 60 unidades;
- Roraima: 60 unidades;
- Amapá: 53 unidades;
- Mato Grosso do Sul: 9 unidades;
- Goiás: 5 unidades;
- Piauí: 5 unidades;
- Bahia: 4 unidades;
- Paraná: 4 unidades;
- São Paulo: 3 unidades;
- Distrito Federal: 2 unidades.
O contrato do TSE na verdade é com a operadora Hughes do Brasil, que vai utilizar as tecnologias de infraestrutura da Starlink para estabelecer a conexão e fazer a transferência de dados.
A empresa de Musk é a líder no segmento de internet via satélite no Brasil, já amplamente utilizada até mesmo para turismo e em locais como tribos indígenas.
O bilionário, porém, é um desafeto declarado do atual governo, em especial desde a época do bloqueio da rede social X por aqui.
Como a Starlink vai ajudar nas Eleições 2026?
Como explica o próprio TSE, a transmissão acontecerá por meio de Postos Avançados de Transmissão (PATs), estruturas que contarão com antenas Starlink Mini e notebooks preparados para enviar os dados “com rapidez e segurança”.
A ideia é usar essa tecnologia para agilizar a já rápida contagem de votos pelo sistema eleitoral brasileiro, contabilizando mais rapidamente os resultados também de localidades fora dos grandes centros nacionais.
Normalmente e na maioria das zonas eleitorais, o arquivo com os dados de uma seção é retirado da urna e levado a um computador, que é preparado para fazer a transmissão de informações para o TSE.
- A conexão com a Justiça Eleitoral é criptografada, ou seja, sem possibilidade de ser modificada ou interceptada — sendo que a urna continua sem internet e não faz essa transmissão diretamente;
- A Justiça Eleitoral recebe o arquivo nos próprios sistemas e faz uma nova verificação para confirmar a origem e a autenticidade dos dados;
- Além disso, é possível comparar o resultado recebido com os boletins de urna, que são impressos e disponibilizados publicamente para consulta em cada local de voto.
O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para o dia 4 de outubro, próximo domingo. Já o segundo turno, caso necessário para os cargos de governador e presidente, será realizado em 25 de outubro.
Posso baixar o aplicativo do e-Título só no dia das eleições? Confira as orientações oficiais por aqui! /Com informações de TSE e Teletime.
Fonte da notícia: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo https://www.estadao.com.br/tecmundo/stem/tse-usara-starlink-de-musk-para-resultados-das-eleicoes-em-locais-remotos/
Nilton Kleina



