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Amazon lança primeiros tablets Android, aumenta preços e incorpora Alexa

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Amazon lança primeiros tablets Android, aumenta preços e incorpora Alexa

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Por Greg Bensinger

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SAN FRANCISCO, 8 Out (Reuters) – A Amazon apresentou nesta quinta-feira  uma linha de tablets de ponta que, pela primeira vez, contam com a assistente de voz Alexa+ e funcionam com o sistema operacional Android do Google, uma aposta ​de que os consumidores pagarão mais por dispositivos premium após anos ​de foco na faixa de preço mais acessível do mercado.

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A Amazon, com sede em Seattle, vinha trabalhando nos tablets sob o codinome Kittyhawk, como a Reuters noticiou com exclusividade no ano passado, para fazer a transição de seu sistema operacional Fire OS, que é mais limitado, após ​anos de reclamações de consumidores e desenvolvedores ⁠de aplicativos. O Fire ​OS é uma versão “derivada” do Android, com modificações para funcionar como um sistema operacional único.

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Conhecidos como ⁠Alexa Tablets, a linha apresenta diversas versões diferentes com preços iniciais ​de US$230 a US$500; todos são feitos com carcaças de alumínio, uma mudança em relação ao plástico dos tablets Fire.

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Os novos tablets custarão até US$550, um aumento considerável em relação ao tablet Fire HD 10, o ‌modelo mais recente e topo de linha da Amazon, ‌que custava mais de ​US$180, embora a empresa frequentemente oferecesse descontos.

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O tablet Alexa mais avançado, com 128 gigabytes de memória, por US$550, se compara a um iPad da Apple por US$450 e a um tablet Galaxy da Samsung por US$550.

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A reformulação dos produtos marca uma nova estratégia sob a ‌liderança do chefe de dispositivos, Panos Panay, de posicionar a Amazon em um segmento mais sofisticado, afastando-se dos aparelhos baratos que a empresa vendia a preço de custo ou próximo a ele, com o objetivo de fidelizar os clientes para o uso do Prime Video, Kindle, aplicativos de música e o site principal de e-commerce. Esse foco na acessibilidade veio com algumas concessões, como qualidade de tela e duração da bateria inferiores, em comparação com as concorrentes Apple e Samsung e outros.

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Alexa+, uma versão avançada da assistente de voz Alexa com inteligência artificial, terá um papel de destaque nos dispositivos para ajudar a realizar ações ou responder a perguntas usando inteligência artificial generativa. O acesso ‌ao Alexa+ nos tablets exigirá uma assinatura Prime ou uma assinatura do Alexa+, informou a Amazon.

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A Amazon está apostando nos dispositivos mais caros, já que as vendas mundiais de tablets estão em queda, com uma redução ​de 12% no segundo trimestre em comparação com o ano anterior, totalizando 33,6 milhões de unidades, segundo dados da IDC. O mercado norte-americano, particularmente afetado pela escassez de chips de memória, registrou ‌uma queda de 32% nas vendas no segundo trimestre em relação ao ano anterior, conforme dados da IDC.

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A empresa de Seattle detinha apenas 1,9% do mercado global de tablets no segundo trimestre deste ano, uma queda em relação aos 8% registrados ‌um ano antes, segundo a IDC. A Apple ‌lidera com 34%, seguida pela Samsung com 17,5%.

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Os preços dos tablets não incluem uma taxa única que os clientes precisam pagar para desativar os anúncios exibidos na tela de ⁠bloqueio, embora o tablet Alexa mais caro não os exiba. Será necessário pagar uma taxa única de US$20 para eliminar os anúncios, um aumento em relação aos US$15 cobrados nos tablets com Fire OS, disse um porta-voz. Esses anúncios ajudam os usuários a “descobrir novos conteúdos relevantes aos seus interesses” e a receita gerada contribui para financiar outras inovações, afirmou o porta-voz.

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ATUALIZAÇÃO DO FIRE OS

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Com o Android, os ​clientes do Alexa Tablet não ficarão ​limitados aos aplicativos oferecidos na loja de aplicativos Fire OS, desprezada pelos desenvolvedores que precisavam criar uma terceira versão dos aplicativos, além dos oferecidos nas lojas Google Play e Apple. Além disso, a assistente de voz com inteligência artificial Alexa+ integrada ajuda a diferenciar os tablets dos demais.

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A Amazon investiu bilhões na reformulação da Alexa para equipá-la com inteligência artificial generativa e torná-la mais capaz para casas conectadas, compras e acesso a serviços de terceiros como Uber e Grubhub. O serviço, gratuito para membros Prime, não é lucrativo.

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Os tablets com Fire OS anteriores ainda funcionarão, disse a porta-voz, mas ela não informou se ⁠a Amazon continuará a dar suporte ao sistema operacional ou à loja de aplicativos. No início deste ano, a Amazon encerrou o suporte ​para modelos Kindle mais antigos, alegando custos de manutenção de software como motivo.

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Fonte original: www.uol.com.br

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