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OpenAI demite trio; pesquisadores alegam punição por alertas

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OpenAI demite trio; pesquisadores alegam punição por alertas

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Três ex-pesquisadores da OpenAI afirmam que foram demitidos por levantar alertas sobre segurança, enquanto a empresa diz que a dispensa ocorreu por violação de regras internas.

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O que dizem os envolvidos

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Os ex-funcionários Mikita Balesni, Tomek Korbak e Jasmine Wang publicaram uma carta aberta e posts nas redes sociais contestando a justificativa da demissão. “Acredito que fomos demitidos por priorizar a segurança em vez dos interesses de curto prazo da OpenAI como corporação”, escreveu Balesni no X.

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Korbak afirmou que vinha alertando internamente para uma perda de capacidade de supervisão sobre sistemas mais avançados. “Há meses eu vinha levantando preocupações de segurança de que estamos perdendo a capacidade de monitorar o que agentes de IA pensam, uma de nossas melhores ferramentas para detectar quando eles se comportam mal. Acredito que foi por isso que fui demitido”, escreveu ele no X.

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Wang disse temer que novas saídas ocorram se a equipe não reagir ao que chamou de manobra contra funcionários. “Não fomos os primeiros a sair da OpenAI em circunstâncias suspeitas. A menos que os funcionários se posicionem agora contra esse tipo de manobra, temo que não seremos os últimos”, escreveu no X.

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A OpenAI nega que as demissões tenham relação com críticas sobre segurança e afirma que houve quebra de confiança. “Queremos deixar muito claro que essas decisões não tiveram a ver com levantar preocupações de segurança ou se manifestar. Nossa investigação interna descobriu uma quebra significativa de confiança além do que está descrito na carta que eles publicaram e mantemos a decisão de não continuar o vínculo de trabalho”, disseram líderes de pesquisa da empresa em nota.

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Debate sobre riscos da IA ganha peso

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As demissões ocorrem em meio a uma discussão mais ampla sobre riscos de sistemas avançados de inteligência artificial e como eles devem ser avaliados. O caso também reacende o debate sobre espaço para dissenso interno em empresas que desenvolvem modelos de IA de ponta.

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Na carta, os três dizem que trabalhavam com segurança ou alinhamento, área que busca incorporar princípios éticos humanos ao funcionamento dos sistemas. Eles afirmam que o episódio teria deixado funcionários “com medo de falar” e de atuar de formas que, segundo eles, faziam parte do trabalho na empresa.

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A OpenAI afirmou que está finalizando contratos com avaliadores independentes de segurança e que vai divulgar detalhes nas próximas semanas. A empresa não detalhou quais informações teriam sido tratadas fora das regras internas.

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*Com informações da BBC

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Fonte original: www.uol.com.br

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