IA sem Aperreio

Seguradoras provavelmente não vão cobrir perdas de mercados franceses com ataque hacker

<!–>

–><!–>–>Tilt
<!–>

Seguradoras provavelmente não vão cobrir perdas de mercados franceses com ataque hacker

–>

–>

<!–>

Por George Abbott e Elizabeth Howcroft

–>

LONDRES/PARIS, 15 Out (Reuters) – Supermercados franceses estão enfrentando prejuízos de milhões de euros depois que um ataque digital contra sistemas de refrigeração os obrigou a descartar alimentos estragados e os prejuízos não serão cobertos por ​seguros, afirmaram seguradoras à Reuters.

<!–>

Hackers cuja identidade permanece desconhecida assumiram o controle ​das unidades de refrigeração de cerca de 350 supermercados franceses na noite de domingo, elevando a temperatura das geladeiras e freezers conectados à internet para 50 graus Celsius (122 graus Fahrenheit).

–>

<!–>

–><!–>

–>

<!–>

–>

Os custos totais do ataque podem chegar a dezenas de milhões de euros em todo o país, estimou na segunda-feira ​Thierry Cotillard, presidente da Les Mousquetaires, proprietária da ⁠rede de mercados Intermarché. ​Ele afirmou que os supermercados iniciarão uma batalha judicial para determinar quem é o responsável pelas perdas.

<!–>
–>

O ⁠seguro para danos causados por eventos digitais normalmente não cobre perdas físicas ​decorrentes de ataques, e os pedidos de indenização dos supermercados podem ser prejudicados caso não tenham instalado nos equipamentos alvo dos hackers as atualizações de software mais recentes, disseram quatro corretores de seguros à Reuters.

<!–>

Se um agente estatal ‌for identificado como responsável pelo ataque, isso poderá complicar ‌os pedidos de indenização ​dos supermercados, pois as apólices para danos eletrônicos normalmente não cobrem atos de guerra, segundo um agente do setor de seguros, que pediu anonimato por não estar autorizado a se pronunciar publicamente.

–>

Há anos empresas defendem a adoção da chamada “Internet das Coisas” para conectar diferentes tipos ‌de aparelhos à rede mundial de computadores, alegando que isso traria mais produtividade e economia de custos. Mas isso as expôs a novas ameaças de segurança, agravadas por avanços tecnológicos, incluindo a inteligência artificial.

<!–>

Entre 2020 e 2025, os ataques digitais na França, Alemanha, Itália e Espanha custaram mais de 300 bilhões de euros em perdas econômicas, estima a corretora de seguros Howden.

–>

David Molony, chefe da área de riscos digitais da corretora de seguros Aon, disse que recomenda às empresas de alguns setores, incluindo varejo e farmacêutico, uma cobertura específica para mercadorias perecíveis que precisam ser armazenadas em condições físicas rigidamente controladas.

<!–>

Continua após a publicidade

–>

“Dada a crescente digitalização da tecnologia operacional e dos sistemas conectados, essa é uma área que as empresas ‌devem analisar cuidadosamente”, disse ele.

<!–>

ATAQUES DIGITAIS, PERDAS FÍSICAS

–>

As apólices de seguro para riscos eletrônicos dos supermercados podem cobrir alguns custos, como investigações internas ou a contratação de consultores de relações públicas, mas normalmente excluem perdas físicas.

<!–>

A Intermarché informou ​à agência de notícias AFP na segunda-feira que seu seguro não cobre esse tipo de incidente. Questionada pela Reuters, a Les Mousquetaires não comentou sobre seus acordos de seguro. Carrefour, Monoprix, Coopérative U e ‌E.Leclerc não se manifestaram.

–>

O ataque afetou geladeiras que utilizam software fornecido pela empresa dinamarquesa Danfoss, bem como pela Copeland e pela Dixell, informou a agência francesa de segurança digital. A Danfoss afirmou que muitos dos aparelhos utilizam software desatualizado ou “chegaram ao fim da vida útil ‌e não recebem mais atualizações de software ou ‌de segurança”.

<!–>

A possibilidade de falta de atualização do software afetar o seguro depende dos detalhes do contrato, afirmaram as seguradoras.

–><!–>

–>

Continua após a publicidade

<!–>

–>

<!–>

Normalmente, uma empresa que contrata uma apólice de seguro digital declara sua ⁠política em relação às atualizações de software, por exemplo, comprometendo-se a realizar atualizações críticas dentro de um determinado prazo, disse Emma Pleut, chefe da área para a França na WTW.

–>

Paul Gooch, vice-chefe de departamento da Tokio Marine Kiln, disse que o software desatualizado, por si só, geralmente não é motivo para rejeitar um pedido de indenização.

<!–>

PRÊMIOS MAIS ALTOS, NOVOS PRODUTOS

–>

Os varejistas estão cada vez mais buscando seguros digitais que cubram ​danos físicos, afirmou Molony, da Aon. ​Essas apólices já são utilizadas nos setores de energia, carga marítima e defesa.

<!–>

A Aon aconselhou grandes varejistas e outros clientes a contratarem seguros que se estendam a “estoques perecíveis” e, recentemente, negociou “apólices de alto valor”, com grandes valores máximos de indenização, em Londres, incluindo essa cobertura, disse Molony.

–>

Ataques digitais recentes contra varejistas no Reino Unido e na França também podem levar a prêmios mais altos, afirmaram as seguradoras.

<!–>

Continua após a publicidade

–>

Questionada se os varejistas europeus podem enfrentar preços mais altos de seguro após os ataques, Sydonie Williams, chefe de riscos eletrônicos internacionais da Beazley, disse: “Acredito plenamente que isso possa acontecer.”

<!–>

Gooch, da TMK, disse que espera um maior foco em produtos de seguro ⁠que abordem especificamente as perdas físicas decorrentes de ataques.

–>

“O recente ataque que afetou sistemas de refrigeração em toda a França deve servir como um alerta ​para aqueles que subestimam as possíveis consequências físicas de incidentes cibernéticos”, disse ele.

Defenda a verdade

Publicidade

Deixe seu comentário

<!–>

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

–>

<!–>

–>

Fonte original: www.uol.com.br

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo