–>
Os custos totais do ataque podem chegar a dezenas de milhões de euros em todo o país, estimou na segunda-feira Thierry Cotillard, presidente da Les Mousquetaires, proprietária da rede de mercados Intermarché. Ele afirmou que os supermercados iniciarão uma batalha judicial para determinar quem é o responsável pelas perdas.
O seguro para danos causados por eventos digitais normalmente não cobre perdas físicas decorrentes de ataques, e os pedidos de indenização dos supermercados podem ser prejudicados caso não tenham instalado nos equipamentos alvo dos hackers as atualizações de software mais recentes, disseram quatro corretores de seguros à Reuters.
Se um agente estatal for identificado como responsável pelo ataque, isso poderá complicar os pedidos de indenização dos supermercados, pois as apólices para danos eletrônicos normalmente não cobrem atos de guerra, segundo um agente do setor de seguros, que pediu anonimato por não estar autorizado a se pronunciar publicamente.
Há anos empresas defendem a adoção da chamada “Internet das Coisas” para conectar diferentes tipos de aparelhos à rede mundial de computadores, alegando que isso traria mais produtividade e economia de custos. Mas isso as expôs a novas ameaças de segurança, agravadas por avanços tecnológicos, incluindo a inteligência artificial.
<!–>
Entre 2020 e 2025, os ataques digitais na França, Alemanha, Itália e Espanha custaram mais de 300 bilhões de euros em perdas econômicas, estima a corretora de seguros Howden.
–>
David Molony, chefe da área de riscos digitais da corretora de seguros Aon, disse que recomenda às empresas de alguns setores, incluindo varejo e farmacêutico, uma cobertura específica para mercadorias perecíveis que precisam ser armazenadas em condições físicas rigidamente controladas.
Deixe seu comentário
<!–>
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
–>
<!–>