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Zuckerberg muda ações da Meta para evitar taxa sobre fortunas na Califórnia

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Zuckerberg muda ações da Meta para evitar taxa sobre fortunas na Califórnia

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Mark Zuckerberg negociou com o conselho da Meta uma mudança na estrutura das ações da empresa para se proteger de um possível imposto sobre grandes fortunas na Califórnia, de acordo com documentos enviados à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA).

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Entendendo a manobra para evitar pagar impostos

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A Meta anunciou que vai criar, em janeiro, um novo tipo de ação para os acionistas. Essas ações terão características diferentes das atuais e fazem parte do acordo negociado com Zuckerberg, para não reduzir seu poder de voto, hoje estimado em 60,6%.

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Zuckerberg negociou mudanças na estrutura das ações da Meta para evitar perder o controle da empresa. A operação foi feita para o caso de ele precisar vender parte de sua participação para pagar um possível imposto sobre bilionários na Califórnia

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A Proposta 40 prevê um imposto único de 5% sobre o patrimônio de bilionários que moravam no estado em 1º de janeiro de 2026. Pelas estimativas citadas nos documentos, com patrimônio de US$ 247 bilhões, Zuckerberg poderia enfrentar uma conta de quase US$ 12,5 bilhões.

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Como a proposta se aplica a pessoas que moravam na Califórnia em uma data específica, os documentos mostram que Zuckerberg discutiu a possibilidade de transferir sua residência para outro estado Em conversas registradas nos documentos, ele disse que “pretendia estabelecer residência fora da Califórnia, o que foi orientado a fazer antes da eleição de 3 de novembro de 2026”.

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A Meta avaliou que colocar a casa de Zuckerberg à venda poderia ser interpretado como um sinal de que ele estava deixando a Califórnia para escapar do novo imposto. A empresa afirmou que a listagem do imóvel “seria pública e inevitavelmente notada e comentada por funcionários e, por isso, levantaria dúvidas para a gestão da companhia daqui para a frente”.

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O acordo também buscou evitar que Zuckerberg tivesse de vender ações que lhe dão mais influência nas decisões da empresa. A Meta disse que, se ele precisasse vender parte dessas ações para pagar o imposto, seu poder de voto poderia cair para cerca de 53%.

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Pressão por prazo e contrapartida para ficar

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Documentos descrevem que Zuckerberg negociava com o conselho desde julho e impôs um prazo para fechar o acordo. Ele teria dito que colocaria sua casa em Palo Alto à venda em meados de setembro, o que daria à empresa poucos dias para evitar uma crise de imagem.

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Em outra conversa citada nos registros, Zuckerberg indicou que precisaria agir rapidamente para mudar de domicílio. Ele afirmou que “precisaria começar a tomar medidas até meados de setembro para estabelecer residência fora da Califórnia até meados de outubro”.

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O entendimento final incluiu uma exigência de permanência no estado por mais tempo. Pelo chamado “Founder Alignment Agreement” (“acordo de alinhamento com o fundador”, em tradução livre), Zuckerberg teria de manter residência na Califórnia por mais oito anos, salvo mudança da sede da Meta, saída da liderança ou “circunstâncias imprevistas”.

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Por que o tema mexe com o Vale do Silício

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Os documentos mostram preocupação de que o novo imposto incentive empresários ricos e fundadores de empresas de tecnologia a deixar a Califórnia. A Meta registrou preocupação de que a saída de Zuckerberg, envolvido no desenvolvimento de inteligência artificial, prejudicaria o ritmo de pesquisa e a estratégia da empresa.

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O texto também menciona que uma eventual aprovação deve abrir disputa judicial. A avaliação é que opositores podem questionar se a cobrança pode atingir pessoas que já moravam na Califórnia antes de a medida ser aprovada.

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A agência AFP (Agência France-Presse) informa que o acordo foi divulgado junto com o balanço trimestral da empresa. Segundo a agência, a Meta superou expectativas no terceiro trimestre, mas teve impacto de quase US$ 10 bilhões nos lucros por causa de um acordo judicial com a maioria dos estados do país.

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Fonte original: www.uol.com.br

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