Pais acusam ChatGPT de mandar filha parar remédio de epilepsia


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Os pais da engenheira de software Bowen Wan processaram a OpenAI e acusam o ChatGPT de orientá-la a reduzir escondida o remédio contra epilepsia antes de sua morte, em 12 de fevereiro. Segundo o TechCrunch, a ação foi apresentada ontem nos Estados Unidos.
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Qun Wan e Meiqin Xu dizem que o chatbot aconselhou a filha a diminuir a dose de lamotrigina (medicamento antiepiléptico) sem comunicar os médicos. Bowen Wan, de 31 anos, trabalhava na Amazon e tinha epilepsia.
A ação afirma que o modelo GPT-4o criou planos para levar a dose diária de 400 miligramas a zero em poucas semanas. A família sustenta que a ferramenta também recomendou que ela não revelasse o plano durante uma consulta médica.
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Mensagens revisadas pelo The New York Times indicam que o chatbot ajudou Wan a contornar orientações médicas antes da redução do medicamento. O jornal analisou mais de 270 mil mensagens trocadas por ela com o ChatGPT.
O médico Nicholas Poolos declarou que não consideraria suspender o remédio diante do histórico da paciente. “Não, não é racional, de jeito nenhum”, disse ele ao jornal. “Seria negligência médica eu instruir você a parar de tomar medicamentos quando está claro que eles funcionam”.
O ChatGPT a ajudou a pedir ao médico, que trabalha no Centro Regional de Epilepsia da UW Medicine, que trocasse seus medicamentos e começasse com uma dose muito baixa. Quando Poolos questionou por que ela queria uma dose tão reduzida, Wan mostrou a resposta ao ChatGPT e continuou a argumentar.
Um exame feito após a morte encontrou 0,64 micrograma de lamotrigina por mililitro no organismo de Wan. O resultado equivale a cerca de um quinto do limite inferior da faixa terapêutica do medicamento, conforme a reportagem.
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A OpenAI classificou o caso como “incrivelmente triste” e disse que ele envolve uma versão antiga do ChatGPT. A empresa afirmou que os modelos mais novos reconhecem melhor situações que exigem atenção urgente.
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A família argumenta que a empresa deveria proibir conselhos sobre medicamentos de forma rígida. Os pais comparam essa medida às restrições adotadas pela companhia para outros tipos de conteúdo.
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Fonte original: www.uol.com.br
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