Falha já corrigida pela Apple permite roubo de dados no iPhone


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Hackers começaram a explorar ativamente uma falha de segurança em sistemas da Apple para invadir navegadores e roubar dados de login. Embora a fabricante tenha lançado uma atualização em maio de 2024, a vulnerabilidade continua sendo usada contra quem não atualizou o sistema operacional do iPhone, do Mac e do iPad, informou o The Hacker News.
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A agência de cibersegurança dos Estados Unidos colocou a brecha em sua lista de perigo real. A CISA (Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA) incluiu o código CVE-2024-27834 em seu catálogo de vulnerabilidades exploradas ativamente após a confirmação de novos ataques na internet.
A vulnerabilidade surgiu em um campeonato internacional de hackers. A falha foi apresentada inicialmente na competição Pwn2Own Vancouver em março de 2024. Dois meses depois, a Apple distribuiu pacotes de correção para iOS, iPadOS, macOS, tvOS, watchOS e para o navegador Safari.
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A vacina criada pela fabricante só funciona em quem instala a atualização. Muitos computadores pessoais e corporativos mantêm versões antigas do sistema por esquecimento ou para rodar programas legados. Enquanto a máquina não recebe o update, a brecha segue aberta para criminosos.
Os invasores usaram um serviço comum de internet para montar uma armadilha em massa. Os cibercriminosos invadiram o Plerdy SEO Tracker (uma ferramenta usada por administradores para monitorar visitas e tráfego em sites), além de criarem páginas falsas e contaminarem portais legítimos.
A infecção ocorre de forma invisível quando o usuário abre uma página. Ao acessar um desses sites contaminados usando o Safari, um código em JavaScript detecta o modelo do dispositivo. Se identificar um sistema desatualizado, o vírus dispara o ataque que burla as travas da Apple sem exigir nenhum clique ou download da vítima.
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O objetivo central da espionagem é roubar os arquivos de login dos navegadores. O programa malicioso coleta cookies de sessão (pequenos arquivos guardados no navegador para manter o usuário conectado em serviços sem precisar digitar a senha a cada clique).
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Com os cookies em mãos, invasores entram em contas sem precisar de senha. De posse desses registros, criminosos conseguem clonar a sessão da vítima em outro computador e acessar e-mails e plataformas de trabalho, contornando a autenticação em duas etapas (2FA, o código temporário recebido no celular).
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A autoria é atribuída a um grupo de elite ligado à inteligência russa. Especialistas em segurança associam os ataques ao grupo APT29 (também conhecido como Cozy Bear ou Midnight Blizzard), vinculado ao Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia.
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Governos receberam prazo obrigatório para atualizar suas máquinas. A CISA determinou que todas as agências federais civis dos Estados Unidos instalem as atualizações de segurança nos aparelhos da Apple até 18 de novembro de 2026.
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Para o internauta comum, a solução é bastante simples. A proteção definitiva consiste em abrir os ajustes do aparelho e aplicar as atualizações pendentes do sistema operacional.
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Fonte original: www.uol.com.br
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