NASA encontra nova cratera na Lua após impacto raro

A Lua é pop: da mitologia grega ao Pink Floyd, como o satélite tomou conta da cultura
Crédito: Roberta Jansen (roteiro), Ana Lourenço (apresentação), Lucas Ghitelar (captação) e João Abel (edição)
A NASA anunciou na última quarta-feira (16) a descoberta de uma cratera na Lua considerada a maior do Sistema Solar formada recentemente. Especialistas da agência espacial estimam que ela tenha surgido em 2024 após o impacto de um asteroide ou cometa, mas até então não havia sido observada, apesar de suas dimensões significativas.
Os primeiros indícios da formação foram notados pelo cientista Robert Wagner da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). Enquanto examinava imagens capturadas pela espaçonave em outubro de 2025, ele se deparou com uma mancha brilhante “incomumente grande e circundada por um halo escuro” que chamou a atenção imediatamente.
Área do impacto tem temperatura menor à noite
Comparando imagens da superfície do satélite natural antes e depois, Wagner percebeu que estava diante de uma nova cratera lunar. Análises posteriores indicaram que ela provavelmente se formou em algum momento entre os dias 11 de abril e 22 de maio de 2024 como resultado da queda de uma rocha espacial do tamanho de um prédio de três a seis andares.
- Batizada de “cratera McGetchin”, em homenagem ao cientista Tom McGetchin, ela possui 222 metros de largura, o que equivale ao comprimento de dois campos de futebol;
- Já a profundidade é de 43 metros, altura semelhante à de três ônibus escolares empilhados verticalmente, como explicou a NASA;
- Os responsáveis pela descoberta afirmam que impactos com essa magnitude acontecem na Lua uma vez a cada século, aproximadamente, o que representa a sua raridade;
- Várias outras crateras de impacto foram identificadas por meio de registros da sonda LRO, porém muito menores do que a anunciada agora, grande parte delas com “apenas” 9 metros de largura, em média.

A nova cratera na Lua foi formada em 2024 após o impacto de um cometa ou asteroide. Foto: NASA/Divulgaç
Outro dado curioso revelado pelo equipamento da agência espacial americana é que a área ao redor da cratera McGetchin é cerca de 9ºC mais fria à noite do que seus arredores. A diferença, detectada por um sensor térmico da LRO, foi notada em um terreno com 6,4 km de diâmetro.
Esse resfriamento está sendo provocado pela distribuição do regolito ao redor da cratera, material que retém menos calor, de acordo com o relatório. A extensão da zona fria impressionou os pesquisadores, demonstrando como impactos de objetos celestes podem modificar a superfície da Lua e até afetar os deslocamentos de veículos exploradores.
No mês passado, outra cratera surgiu no satélite natural, mas desta vez a causa foi um pedaço de foguete da SpaceX. Relembre o caso.
Com informações de NASA e Engadget.
Fonte da notícia: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo https://www.estadao.com.br/tecmundo/stem/nasa-anuncia-a-descoberta-na-lua-da-maior-cratera-recente-do-sistema-solar/
André Luiz Dias Gonçalves



