PS Plus recebe novo jogo de franquia aclamada do Super Nintendo no catálogo; conheça

Se você assina o PlayStation Plus Extra ou Deluxe e está procurando um jogo de ação nostálgico e desafiador, Ninja Gaiden: Ragebound merece entrar no radar. O game desenvolvido pela The Game Kitchen, estúdio responsável por Blasphemous, chegou ao catálogo do serviço em setembro e recupera a essência 2D da tradicional franquia de ninjas da Tecmo com algumas ideias próprias.
Lançado originalmente em julho de 2025, Ragebound é um spin-off que funciona como uma espécie de ponte entre duas eras de Ninja Gaiden: a dos clássicos de ação e plataforma e a dos jogos 3D que ganharam destaque a partir do revival de 2004. A proposta é interessante justamente porque não tenta transformar a série em outra coisa, mas entende o que fazia os jogos antigos funcionarem e coloca essas ideias em uma produção moderna.
Qual a história de Ninja Gaiden: Ragebound?
A história de Ragebound começa quando Ryu Hayabusa parte para os Estados Unidos para cumprir uma missão ligada ao seu pai, deixando a Vila Hayabusa vulnerável justamente quando a barreira entre o mundo humano e o demoníaco é rompida. É nesse momento que Kenji Mozu, um jovem ninja em treinamento, assume a responsabilidade de defender sua casa enquanto uma invasão de demônios toma conta da região.
Kenji não demora para cruzar o caminho de Kumori, uma kunoichi do Clã da Aranha Negra que inicialmente está do outro lado do conflito. Depois de um encontro que muda completamente os rumos da aventura, as almas dos dois acabam ligadas, permitindo que o jogador alterne entre diferentes estilos de combate e movimentação enquanto os personagens tentam impedir que o senhor demoníaco Jagäzk consiga invadir definitivamente o mundo humano.

Na prática, o grande atrativo está no controle extremamente ágil de Kenji. O ninja utiliza sua katana para eliminar inimigos rapidamente, consegue desviar, rebater ataques à distância, correr pelas paredes e pelo teto, realizar impulsos no ar e usar adversários e projéteis como pontos de apoio para atravessar os cenários.
Combate e plataforma exigem reflexos rápidos
A estrutura lembra bastante os Ninja Gaiden clássicos, mas não se limita a reproduzir suas mecânicas. Alguns inimigos aparecem marcados por cores diferentes e precisam ser derrotados utilizando técnicas específicas; quando a sequência é executada corretamente, Kenji entra em um estado de hiperenergia capaz de transformar os combates seguintes em uma verdadeira máquina de destruição.
Kumori também não é apenas uma personagem secundária colocada na história para acompanhar o protagonista. Ela possui ataques à distância com kunais, consegue se teleportar por pequenas distâncias e acessa áreas que seriam impossíveis para Kenji, enquanto o sistema de Ki permite utilizar armas especiais como Kama e Chakram.
Essa combinação ajuda a explicar por que Ragebound funciona melhor quando o jogador aceita a proposta de aprender seus sistemas em vez de simplesmente avançar apertando o botão de ataque. As fases são construídas para testar movimentação, precisão e velocidade, e o jogo ainda registra o desempenho ao final de cada estágio, incentivando quem gosta de repetir os níveis em busca de melhores resultados.
The Game Kitchen conseguiu modernizar Ninja Gaiden sem descaracterizar a série
A escolha da The Game Kitchen para comandar o projeto também não aconteceu por acaso. Segundo o histórico de desenvolvimento do jogo, a Dotemu recebeu autorização da Koei Tecmo para criar uma aventura 2D de Ninja Gaiden e procurou o estúdio espanhol depois de conhecer o trabalho realizado em Blasphemous. A equipe chegou a experimentar uma abordagem inspirada nos capítulos 3D, mas acabou percebendo que o combate baseado em combos não funcionava tão bem em duas dimensões.

A solução foi olhar novamente para os jogos de NES e para a ideia de manter o jogador em movimento constante, criando oportunidades para atacar, esquivar e atravessar os cenários com eficiência. A Team Ninja, responsável pelos capítulos modernos da série, também atuou como consultora durante o desenvolvimento e forneceu comentários sobre versões iniciais do projeto.
O resultado foi bem recebido pela crítica. No Metacritic, Ninja Gaiden: Ragebound aparece atualmente com média 84 entre as análises de críticos, enquanto no OpenCritic, 92% dos críticos recomendam o jogo. Entre os pontos elogiados estão o combate, o design de fases, as batalhas contra chefes e a direção de arte em pixel art, embora a duração relativamente curta tenha dividido opiniões.
O jogo também recebeu nota 90 na review do VOXL, que elogiou a ação, os protagonistas e a dificuldade do game.
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Vale a pena jogar Ninja Gaiden: Ragebound no PS Plus?
Para quem nunca teve contato com Ninja Gaiden, Ragebound acaba sendo uma porta de entrada particularmente interessante porque não exige conhecer toda a história de Ryu Hayabusa para funcionar. Já para os fãs antigos, existe o prazer de reconhecer conceitos, inimigos, movimentação e aquela filosofia de jogo em que aprender a atravessar uma fase é tão importante quanto simplesmente derrotar seus adversários.
Também ajuda o fato de que a aventura não tenta ocupar dezenas de horas do jogador. A campanha é relativamente enxuta, mas utiliza esse tempo para apresentar novas situações e exigir domínio crescente das mecânicas, em vez de prolongar a experiência artificialmente.
Ninja Gaiden: Ragebound é uma daquelas adições ao PS Plus que podem passar despercebidas diante de nomes maiores do catálogo, mas que fazem bastante sentido para quem gosta de ação 2D, plataformas e desafios baseados em habilidade. A oportunidade de experimentar um dos capítulos mais elogiados da franquia sem precisar comprá-lo separadamente torna o game especialmente fácil de recomendar para quem tem uma assinatura Extra ou Deluxe.
Outros jogos que chegaram ao PS Plus em setembro
Além de Ninja Gaiden: Ragebound, o catálogo de jogos do PlayStation Plus recebeu outros títulos em setembro de 2026. A lista divulgada pela Sony inclui oito games no Catálogo de Jogos e dois títulos adicionais no catálogo de clássicos do plano Deluxe.
Confira os outros títulos que já estão disponíveis no serviço em setembro:
- RuneScape: Dragonwilds — PS5
- WWE 2K26 — PS5
- Ball x Pit — PS5
- Date Everything! — PS5
- Slitterhead — PS5 e PS4
- Dungeons of Hinterberg — PS5 e PS4
- Sniper Elite: Resistance — PS5 e PS4
- Mega Man X Command Mission — PS5 e PS4, no catálogo de clássicos
- Metro Redux — PS4, no catálogo de clássicos
Enquanto alguns jogos chegaram ao serviço, outros também estão saindo. Veja também quais jogos vão se despedir da PS Plus Extra e Deluxe em outubro.
Fonte da notícia: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo https://www.estadao.com.br/tecmundo/voxel/ps-plus-recebe-novo-jogo-de-franquia-aclamada-do-super-nintendo-no-catalogo-conheca/
Mateus Mognon



