Brasil encosta na China e supera 10 milhões de programadores em hub global

Brasil encosta na China e supera 10 milhões de programadores em hub global
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O Brasil chegou a 10,2 milhões de desenvolvedores no GitHub e se consolidou como o quarto país com mais usuários na plataforma da Microsoft, o maior hub do mundo para compartilhamento de código aberto.
Segundo o relatório Octoverse 2026, divulgado hoje pela empresa, 3,28 milhões de brasileiros ingressaram no site nos últimos 12 meses. Esse contigente é o dobro dos novos usuários chineses e só não é maior do que os novos entrantes vindos dos Estados Unidos e da Índia.
Com isso, o Brasil encosta na China, que possui 12,4 milhões de usuários no GitHub. Brasileiros devem superar os chineses em 2030, projeta o GitHub, que vê no amadurecimento das fintechs o motor desse avanço.
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Não é pouca coisa. Além de ser o quarto país em número de usuários, o Brasil também é o quarto em contribuições para repositórios públicos — são os “pushes”, quando o programador envia uma alteração de código para a plataforma. Ou seja, o brasileiro não só abre conta: coloca a mão na massa.
A máquina que escreve código
Comprado pela Microsoft em 2018, o GitHub está no centro da explosão da onda da inteligência artificial generativa. Foi lá que, em 2021, estreou o Copilot. Criado por OpenAI e Microsoft, foi a primeira ferramenta de IA aplicada ao desenvolvimento de software em larga escala.
Embora a API do GPT-3, o primeiro produto comercial da OpenAI tenha sido lançado quase um ano antes, foi o Copilot que impulsionou o potencial da nova tecnologia entre a comunidade de programadores. Já o público geral só tomou contato com a IA generativa quando o ChatGPT foi lançado mais de um ano depois do Copilot, em novembro de 2022.
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O crescimento brasileiro acontece num momento em que a própria natureza do trabalho no GitHub está mudando. A plataforma ultrapassou 225 milhões de desenvolvedores no mundo e registrou 17,9 bilhões de pushes nos últimos 12 meses — mais do que a soma de 2024 e 2025.
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Parte relevante dessa explosão não tem um humano digitando do outro lado. Em setembro, mais de 40% das alterações efetivamente aprovadas e incorporadas a um projeto (os “pull requests”) da plataforma começaram com um rascunho gerado por um agente de IA —110 milhões de solicitações em um único mês.
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Vale a ressalva: rascunho iniciado por máquina não é sinônimo de código aprovado sem revisão. No entanto, o número mostra que o agente passou a nortear o trabalho.
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A IA está mexendo até no ranking das linguagens de programação. TypeScript, Python e JavaScript ainda encabeçam o top 3, mas a primeira colocada ganhou 3,62 milhões de contribuidores mensais em um ano, o maior salto absoluto da plataforma. O Rust, embora menor, dobrou de tamanho.
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Segundo o GitHub, a explicação é menos sobre a preferência dos programadores e mais sobre a conveniência para as máquinas. Em TypeScript, Python e Rust, a IA aparece em 40% a 44% dos “pull requests” mesclados; em Java, C# e C++, entre 21% e 34%.
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A diferença estaria na facilidade de checar o que o assistente produziu. Não por acaso, o TypeScript está em 35% dos repositórios criados em 2026 com IA, contra 24% dos que não usam a tecnologia.
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Novidade do GitHub
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O relatório foi apresentado durante o GitHub Universe 2026, evento em que a empresa apresentou uma bateria de novidades para o Copilot:
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Outra mudança é que os clientes do GitHub Enterprise passarão a acessar os novos recursos sem assinatura separada, pagando pelos créditos de IA consumidos. Na prática, a cobrança passa a acompanhar o uso dos agentes. Ou seja, quanto mais código as máquinas escreverem, maior a conta.
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Para dar conta da demanda, a empresa adicionou neste ano 4 milhões de núcleos de processamento, 160 petabytes de armazenamento de alta velocidade e 50 terabits por segundo de capacidade de rede, e está migrando para uma arquitetura distribuída em várias regiões da nuvem Azure, da Microsoft, com conclusão prevista para o início de 2027.
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Cinco anos depois de o GitHub abrigar o primeiro grande salto da inteligência artificial generativa, a pergunta deixou de ser se a IA vai escrever código. Passou a ser quanto do código ainda será escrito por gente. Para um país que está prestes a ter mais desenvolvedores que a China, a resposta não é um detalhe.
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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
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Fonte original: tilt.uol.com.br
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