Hackers atacam apps de Ucrânia e Rússia e enviam alertas nucleares falsos


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A Ucrânia e a Rússia informaram que seus aplicativos de alerta de emergência foram hackeados durante a madrugada, enviando alertas falsos aos cidadãos sobre possíveis ataques aéreos e ataques químicos e nucleares.
Os alertas coincidiram com o término de um cessar-fogo local de seis dias mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, em uma pequena área no sul da Ucrânia — a mais longa pausa nos combates desde a invasão em grande escala da Rússia em 2022.
O aplicativo público de alertas de ataques aéreos da Ucrânia começou a enviar alertas falsos pouco antes das 23h (21h GMT) de domingo para a capital, Kiev, e outras regiões, alertando sobre ataques com radiação e armas químicas, além do risco de combates nas ruas em algumas áreas.
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Ukraine and Russia said their emergency alert apps had been hacked overnight, sending false warnings to /RuFDGRcLEl
– Reuters (@Reuters) November 2, 2026
Horas depois, a agência de notícias estatal russa TASS citou o Ministério de Emergências, em Moscou, afirmando que seu próprio aplicativo móvel também havia sido alvo de um ataque cibernético que resultou na transmissão de alertas públicos falsos.
A Reuters não conseguiu verificar quais grupos foram os responsáveis. Especialistas atribuíram incidentes anteriores de segurança cibernética, ocorridos durante a guerra que já dura quase cinco anos, a hackers ativistas, bem como a agências de inteligência de ambos os lados.
Na Ucrânia, um dos alertas informava que a Rússia havia lançado um míssil hipersônico Oreshnik — capaz de transportar uma ogiva nuclear — e que um alerta nuclear havia sido declarado.
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A Força Aérea da Ucrânia informou logo em seguida, pelo aplicativo de mensagens Telegram, que o sistema de alerta parecia ter sido hackeado pela Rússia, observando que os alertas foram transmitidos em russo. O idioma ucraniano é obrigatório para todas as comunicações oficiais na Ucrânia.
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“O aplicativo de alerta aéreo parece ter sido alvo de influência inimiga”, afirmou a Força Aérea. “Não há ameaça de radiação! Mantenham a calma e acompanhem nossas atualizações em nosso canal!”
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Mensagens de fim de alerta foram enviadas logo em seguida para cada alerta, e o Ministério da Transformação Digital da Ucrânia informou que o aplicativo havia sido temporariamente suspenso, mas que outros meios de alertar o público estavam funcionando, assim como as sirenes de ataque aéreo.
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A Ucrânia sofre com uma grave falta de defesas aéreas, especialmente dos interceptadores Patriot de fabricação norte-americana, que são sua única defesa eficaz contra mísseis balísticos russos. Os EUA anunciaram na sexta-feira um acordo de US$2,1 bilhões para fornecer 500 interceptadores Patriot à Ucrânia, mas duas pessoas a par da decisão disseram que pode levar anos para que os mísseis cheguem.
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Nas ruas de Kiev, os moradores minimizaram o impacto do ataque cibernético.
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Artem Pyndyk, 37, empresário, disse que ficou surpreso por um breve momento ao ver as mensagens, mas logo percebeu o que havia acontecido.
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“Isso não provocou o tipo de reação na sociedade que eles esperavam”, disse Pyndyk, acrescentando que os familiares e amigos com quem ele havia conversado também não entraram em pânico.
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“Dá para rir disso, mas, por outro lado, eles conseguiram um certo nível de acesso e foram capazes de invadir o programa”.
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Oksana Vostrykova, de 48 anos, também não deu muita importância ao incidente.
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“Estou tranquila em relação a isso, meio que entendi imediatamente que poderia ser uma mensagem falsa”, disse a funcionária da pizzaria. “Você se preocupa mais não por si mesma, mas pelos seus filhos que estão por perto.”
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O Atesh, um grupo de hackers pró-Ucrânia, publicou uma captura de tela da mensagem de alerta exibida na Rússia em seu canal do Telegram na madrugada desta segunda-feira, com a seguinte mensagem: “O aplicativo do Ministério de Situações de Emergência foi hackeado!”
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No entanto, o ministério de Moscou minimizou o impacto, afirmando que o aplicativo não era um de seus principais canais do sistema de alerta público, mas apenas o que chamou de fonte suplementar de informação.
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Uma mensagem falsa postada pelos hackers, vista pela Reuters, não tentou imitar uma comunicação oficial e estava repleta de expressões coloquiais, palavrões e linguagem depreciativa sobre a Rússia, chamando suas regiões de “pântanos”.
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A mensagem falsa informava aos russos que ogivas nucleares haviam sido lançadas contra todas as regiões russas e aconselhava as pessoas a estocarem alimentos para três semanas e a se abrigarem em seus porões.
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O ministério russo informou que seus especialistas estavam trabalhando para restaurar o funcionamento normal do aplicativo.
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“Pedimos à população que mantenha a calma e confie apenas em fontes oficiais de informação — o site do Ministério de Situações de Emergência da Rússia e as contas oficiais do departamento nas redes sociais”, afirmou.
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Fonte original: www.uol.com.br
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