OpenAI testa IA para projetar carros com Mazda e equipe da Indy


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A OpenAI quer provar que a inteligência artificial não serve apenas para gerar textos ou criar imagens na tela do computador: ela agora ajuda a projetar peças de carros em oficinas de verdade. Em parceria com a montadora japonesa Mazda e a tradicional equipe de automobilismo americana Chip Ganassi Racing, a empresa colocou seus modelos para recriar componentes mecânicos e testar como o vento bate na lataria de carros em alta velocidade.
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No automobilismo de elite, milímetros separam o pódio da derrota. Nas pistas da IndyCar (uma das categorias mais rápidas do mundo, famosa pelas 500 Milhas de Indianápolis), a equipe Chip Ganassi Racing precisava recriar peças antigas de seus carros cujos desenhos e plantas originais de computador não existiam mais.
O sistema converte fotos e sensores em moldes 3D em minutos. A equipe escaneia a peça física e a IA gera um modelo digital pronto para edição e fabricação.
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“Conforme expandimos nossa colaboração com a OpenAI para engenharia e design, estamos descobrindo maneiras práticas de a IA acelerar a fabricação e nos manter competitivos nas pistas”, afirmou Chris Simmons, diretor de desempenho da Chip Ganassi Racing.
Engenheiros humanos ainda precisam auditar cada detalhe do cálculo. A equipe analisa com lupa a precisão de cada linha e a viabilidade dos cortes: “A precisão é tudo nas corridas. Ao testar as capacidades de engenharia da OpenAI diretamente contra nossos fluxos de trabalho reais, estamos vendo onde os modelos já economizam tempo e onde eles ainda precisam evoluir”, explicou Simmons.

A parceria transbordou dos boxes para o guarda-roupa dos fãs. Como uma curiosidade da aproximação entre o Vale do Silício e as pistas, a OpenAI também licenciou sua marca em bonés, jaquetas e uniformes da equipe e do piloto espanhol Álex Palou, estampando o logotipo da dona do ChatGPT em roupas esportivas.
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Para quem não entende de carro, o vento na estrada atua como uma barreira. Quando o carro acelera, o ar bate de frente e cria uma resistência chamada tecnicamente de arrasto aerodinâmico. Quanto mais suavemente o vento desliza pela lataria, mais rápido o veículo anda e menos combustível ou bateria ele gasta.
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O modelo GPT-6 Astra atua sugerindo curvas para a frente dos carros. Em testes com a Mazda, a IA gera dezenas de alternativas para o para-choque e a grade frontal, calcula digitalmente como o fluxo de ar se comporta e aponta aos projetistas humanos quais desenhos conseguem furar o vento gastando menos energia, sem encarecer o custo de fábrica.
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O uso interno de inteligência artificial na OpenAI disparou 23 vezes. Desde fevereiro, os próprios funcionários da empresa utilizam o ChatGPT e o modelo Codex para tarefas de engenharia mecânica e elétrica, incluindo o desenho de computadores gigantes e projetos de robôs.
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Dois engenheiros criaram um aparelho novo em menos de uma semana. Como um projeto paralelo de laboratório, uma dupla usou a IA para desenhar uma caixinha com alto-falante e microfone feita para conversar com sistemas de programação. O protótipo foi enviado para uma fábrica terceirizada e ficou pronto em menos de um mês.
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O computador ainda tropeça em detalhes básicos do chão de fábrica. A própria OpenAI admite que a máquina tem pontos cegos. “O modelo muitas vezes não considerou de forma consistente restrições de fabricação do mundo real, tolerâncias de montagem e facilidade de ajuste das peças”, reconheceu a big tech, reforçando que o sistema opera como um desenhista veloz, mas a palavra final ainda depende da experiência humana de quem suja as mãos de graxa.
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Fonte original: www.uol.com.br
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