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Por poucos dólares, qualquer um aluga IP da Casa Branca na internet

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Por poucos dólares, qualquer um aluga IP da Casa Branca na internet

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Endereços de Protocolo de Internet (IP) da rede da Casa Branca — residência oficial e o local de trabalho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — podem ser alugados por poucos dólares em serviços públicos de proxy residencial, informou o Gizmodo.

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O que você precisa saber

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A empresa de segurança Layer3 detectou tráfego saindo da rede presidencial dos Estados Unidos. Entre 5 de outubro e 3 de novembro, seu sistema registrou 236 conexões por seis endereços IP distintos, em 26 dos 30 dias analisados.

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Os endereços foram encontrados à venda em 28 serviços de proxy residencial. Essas plataformas comercializam o acesso à conexão de computadores e celulares de usuários comuns para que a navegação de clientes externos pareça vir legitimamente daqueles aparelhos.

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Como um aparelho vira proxy

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Aplicativos gratuitos costumam lucrar alugando a conexão dos usuários. Para faturar sem cobrar assinatura, muitos desenvolvedores embutem no código módulos de terceiros (chamados SDKs) que vendem parte da largura de banda do aparelho para redes comerciais de proxy, recebendo comissão por instalação.

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A suspeita recai sobre o Rave, um app popular de streaming em grupo. O programa — muito usado para assistir a vídeos do YouTube e da Netflix de forma sincronizada com amigos — reúne nada menos que 12 pacotes de proxy em seu código. A empresa de segurança Synthient identificou que os computadores da Casa Branca executavam o InfaticaSDK, um desses módulos presentes no Rave que transforma a máquina em ponte de tráfego sem que o usuário perceba.

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Os dados não revelam quem instalou o aplicativo na rede presidencial. O monitoramento registra apenas as conexões de saída na internet, tornando impossível saber se o programa foi baixado em um computador oficial por um funcionário ou terceiro prestando serviços no local.

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Por que a brecha é perigosa

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Serviços de proxy residencial servem para mascarar a identidade de criminosos. O fundador da Synthient, Ben Brundage, afirmou ao site especializado Krebs on Security que revendedores cobram a partir de US$ 0,60 (cerca de R$ 3,50) por gigabyte e dispensam qualquer checagem sobre quem está contratando o acesso.

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Ataques digitais de invasores podem parecer ordens da Casa Branca. Se cibercriminosos comprarem esse tráfego para invadir sistemas ou disparar golpes, os registros de rastreamento apontarão para a sede do governo. Além disso, falhas nesses programas criam portas abertas para que hackers acessem computadores conectados na mesma rede interna.

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Fonte original: www.uol.com.br

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