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Meteorito do Saara mostra água em Marte há 4,1 bilhões de anos

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Meteorito do Saara mostra água em Marte há 4,1 bilhões de anos

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O meteorito Teghaza 001, encontrado no deserto do Saara, revela que a água já alterava a crosta primitiva de Marte há pelo menos 4,1 bilhões de anos, aponta um estudo publicado na revista Science.

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Pedaço do manto primitivo de Marte

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A rocha é uma das amostras marcianas mais antigas já identificadas na Terra. O fragmento se formou durante os primeiros 400 milhões de anos de existência de Marte a partir do magma do manto, camada interna de rocha quente do planeta vizinho.

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Cristais microscópicos serviram como cápsula do tempo geológica. A equipe científica datou grãos de zircão presentes na estrutura da rocha por decaimento radioativo de urânio em chumbo, confirmando uma idade de formação anterior a 4,1 bilhões de anos.

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Meteorito marciano Teghaza 001, encontrado no Saara, e mapa de sua composição mineral
Meteorito marciano Teghaza 001, encontrado no Saara, e mapa de sua composição mineral Imagem: Universidade do Novo México
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A composição química preserva marcas de interação com água líquida. Diferente da maioria dos meteoritos de Marte, o Teghaza 001 traz proporções minerais raras que comprovam reações com fluidos hidrotermais em momentos antes de a rocha ser ejetada do planeta.

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Da África para os laboratórios espaciais

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Oito fragmentos da rocha foram resgatados no Mali em 2022. Ao todo, as peças pesam 798,5 gramas, sendo o maior bloco com 442 gramas. O material foi lançado ao espaço pelo impacto violento de um asteroide contra Marte no passado remoto.

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Nova técnica de datação a laser encurtou a análise. Desenvolvido no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), o método permitiu analisar grãos minúsculos sem dissolver a amostra, reduzindo o tempo de verificação de um mês para apenas um dia.

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Pesquisadores rastrearam 13 possíveis crateras de origem no solo marciano. O mapeamento comparou os dados minerais do meteorito com registros colhidos em órbita e por veículos robóticos da Nasa, como os rovers Curiosity e Perseverance.

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Fonte original: www.uol.com.br

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