Mais de 60 ONGs acionam ONU após intervenção de big techs nas eleições

Mais de 60 ONGs acionam ONU após intervenção de big techs nas eleições
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Mais de 60 organizações não governamentais de 25 países pediram à ONU (Organização das Nações Unidas) para monitorar o processo eleitoral brasileiro após ações de big techs, acusadas de interferir indevidamente nas eleições. Algumas das associações são Oxfam Brasil, Greepeace Internacional, Derechos Digitales e CTRL+Z.
O que está em jogo no Brasil não é apenas o resultado de uma eleição, mas a demonstração do efeito para todas as democracias que enfrentam a mesma combinação de plataformas sem responsabilização, IA generativa sem regulação e financiamento transnacional de desinformação. As autoridades precisam agir antes que seja tarde demais
Carta “Big Techs estão interferindo nas eleições brasileiras. Autoridades precisam agir”
A manifestação ocorre após uma onda de repúdio à conduta das grandes empresas de tecnologia, que esquentou após a inteligência artificial da Meta ser flagrada permitindo a geração de propaganda política para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mas se negando a fazer o mesmo para Lula (PT-SP).
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A carta, divulgada nesta sexta (16), é assinada também por mais de 40 especialistas e endereçada a diversas instâncias da ONU, incluindo o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, e à CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos). Entre os signatários, estão associados à UFRJ, USP, UnB, Fiocruz e University College London. No documento, as organizações citam cinco eventos para acusar companhias como Google, Meta, TikTok , YouTube, X e Kwai de intervir nas eleições brasileiras e infringir as regras para o pleito:
As empresas foram acionadas pela coluna, mas ainda não se manifestaram. O texto segue aberto para comentários.
Segundo os organizadores, as situações acima foram captadas a partir de estudos de pesquisadores independentes, reportagens jornalísticas e do trabalho de organizações da sociedade civil.
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Outros casos notórios e apontados como intervenção das big techs nas eleições ficaram de fora, como a geração por parte da Meta AI de imagens pró-Flávio e vedação de criação para Lula. Segundo os organizações, algumas situações não entraram por terem ocorrido após o início do esforço para levantar assinaturas.
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As mais de 60 organizações pedem que as entidades internacionais acompanhem a reta final da eleição, que compreende a disputa presidencial entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, além dos embates estaduais.
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Solicitam ainda que as autoridades brasileiras interrompam o que consideram uma moderação arbitrária de conteúdo e barrem a interferência estrangeira exercida por meio da publicidade política paga.
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Os organizadores da carta lembram que Google, Meta, TikTok, OpenAI, Kwai e X se comprometeram juntos à Justiça Eleitoral e antes das eleições a seguir planos para não manter neutralidade política, ao não bloquear conteúdo ou suspendendo canais desproporcionalmente.
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No entanto, quando confrontada com a realidade documentada desta eleição, a conclusão é clara: essas empresas não cumpriram os próprios compromissos e não foram responsabilizadas por isso. Igualmente preocupante é o fato de que a própria Justiça Eleitoral, até agora, não usou os instrumentos de fiscalização e sanção que a lei lhe confere, apesar do conjunto de evidências produzido por pesquisadores, redações e organizações independentes
Carta “Big Techs estão interferindo nas eleições brasileiras. Autoridades precisam agir”
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São signatárias da carta organizações brasileiras (Abrasco, Nupef, Lapin, IP.rec, Observatório da Mineração), norte-americanas (Amazon Watch, Center for Media & Digital Governance at Open Markets Institute), canadenses, nepaleses, europeus, congoleses, egípcios, bolivianas, egípcias, nigerianas, polonesas, irlandesas, australianas e britânicas.
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As denúncias contra big techs levantadas pelas organizações da sociedade civil já têm movimentado ações de instituições públicas brasileiras e de campanhas políticas.
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Na terça (13), o MPF (Ministério Público Federal) iniciou apuração sobre a moderação de conteúdo adotada pela Meta para averiguar se há irregularidade. O procedimento administrativo foi aberto após levantamento da organização CTRL+Z, que reuniu 1.121 bloqueios e restrições, a maior parte perfis que dão apoio a Lula.
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No dia seguinte, a a campanha do presidente à reeleição anunciou que ingressará junto à OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o que classifica como interferência da Meta nas eleições brasileiras.
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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
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Fonte original: tilt.uol.com.br
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