Starlink ganha 'via no céu' para futura internet em celulares no Brasil


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A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorizou a Starlink a usar faixa de frequência que poderá, no futuro, permitir à empresa oferecer internet via satélite diretamente para celulares.
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Agência aprovou acesso à banda S (2 GHz) para a Starlink em 9 de outubro. Na prática, a empresa poderá explorar uma das vias de transmissão de dados no céu brasileiro. Em postagem no X, a companhia comemorou o feito.
A Starlink colocará esse espectro crítico de banda média em ação para garantir que todo brasileiro tenha acesso à banda larga móvel de alta qualidade em seus dispositivos
Starlink, no X
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Isso quer dizer que já será possível acessar a internet da Starlink diretamente no celular? Não. Segundo a Anatel, esse tipo de serviço ainda está em fase de testes e regulação.
A concessão da “via no céu” para a Starlink permitirá que a empresa forneça serviço no futuro. A empresa tem plano de lançar no ano que vem satélites que podem transmitir nessa faixa de frequência, e ainda não há telefones celulares no Brasil compatíveis com essa frequência. De acordo com a Anatel, a Starlink ainda não apresentou pedido para operar comercialmente um serviço de conexão direta entre satélites e celulares no Brasil
A autorização da banda S é uma etapa importante para uma eventual oferta de conexão direta entre satélites e celulares (D2D), mas não autoriza por si só a prestação desse serviço
Anatel, em nota
Ao todo, a Starlink tem autorização para empregar uma constelação de 11.908 satélites no país. Por enquanto, eles são usados por quem contrata o serviço da empresa e recebe o sinal por meio de uma antena. O serviço é especialmente interessante para quem mora em regiões sem cobertura de cabo de telecomunicação.
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Internet via satélite é uma forma de banda larga que não exige que um cabo de telecomunicações chegue até a residência. Parte do trajeto dos dados ocorre por ondas de rádio entre a antena do usuário, os satélites e estações terrestres conectadas à internet por fibra óptica.
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O satélite não “cria” a internet, mas funciona como um entreposto que retransmite o sinal. O caminho básico é: seu modem envia o pedido, a antena manda ao satélite, o satélite repassa a um gateway (estação terrestre da operadora), e o retorno faz o percurso inverso até chegar ao seu roteador.
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Embora os dados dos usuários possam viajar por uma rede de satélites no espaço, a Starlink continua dependendo de estações terrestres conectadas à infraestrutura tradicional da internet. Essas instalações fazem a ponte entre a constelação de satélites e as redes de fibra óptica que conectam data centers, provedores e serviços online em todo o mundo.
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Fonte original: www.uol.com.br
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