Chefão do Google prevê IA com capacidades humanas em até 3 anos

Chefão do Google prevê IA com capacidades humanas em até 3 anos
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Demis Hassabis, chefe científico da Alphabet e presidente do Google DeepMind, diz que a inteligência artificial geral (AGI, na sigla em inglês) pode chegar em dois a três anos. A afirmação foi feita em entrevista ao Wall Street Journal.
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Hassabis afirma que passou a estimar um prazo mais curto para a chegada da AGI, que ele define como um sistema capaz de realizar tarefas intelectuais no mesmo nível de uma pessoa. Antes, ele dizia ver essa tecnologia a três a cinco anos de distância, mas agora avalia que o avanço está mais perto. “É em breve. Estou atualizando para cada vez mais perto”, disse ao jornal norte-americano.
Inteligência artificial geral (AGI, do inglês) é uma IA que conseguiria realizar praticamente qualquer tarefa intelectual que hoje depende de seres humanos.
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Para o pesquisador, a meta de longo prazo sempre foi usar a IA como ferramenta para acelerar descobertas científicas.
O objetivo final era construir IA e entender a mente e, então, usar isso para entender a ciência. Passo um, resolver a inteligência. Passo dois, resolver todo o resto
Demis Hassabis
Ele diz que a corrida por modelos mais capazes precisa vir acompanhada de um compromisso explícito com uso seguro e benefício coletivo. “Vencer significa ajudar a humanidade a conduzir a AGI ao mundo com segurança e proteção, para o benefício de todos. Acho que isso é o mais importante que posso fazer nos próximos anos”, declarou.
Hassabis sustenta que discutir riscos sem apresentar formas de reduzi-los ou controlá-los é insuficiente e alimenta distorções no debate público. “Eu trabalho muito com soluções. Se existe um problema, como resolvemos isso com a engenhosidade humana coletiva? E se você não tem uma solução, então provavelmente precisa trabalhar mais”, disse.
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Ele também defende cautela na criação de regras para a tecnologia, sob o argumento de que a regulação pode ficar defasada rapidamente. “O que seria errado é tentar regular coisas agora que a gente nem entende completamente. Acho que você quase certamente vai criar a regulação errada — e regulação errada é pior do que nenhuma regulação”, afirmou.
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Hassabis afirma que a promessa central da AGI está em ampliar a capacidade humana de fazer ciência, e não apenas automatizar tarefas do dia a dia. Ele diz que a inteligência, por si só, importa menos do que o que se faz com ela, e aponta a pesquisa como o principal destino dessa potência computacional.
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Na avaliação dele, avanços em saúde podem ser um dos pontos de virada para a percepção pública sobre IA. “Aí, eu acho que as pessoas poderiam realmente começar a sentir os benefícios da IA diretamente na vida delas”, afirmou, ao falar sobre a possibilidade de a tecnologia ajudar a enfrentar doenças.
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Ele diz não ver barreiras intransponíveis hoje para que a IA contribua com esse tipo de progresso, embora reconheça a dificuldade do caminho. “Eu não vejo nenhum obstáculo intransponível atualmente. Eu vejo coisas difíceis, mas não coisas impossíveis”, declarou.
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Hassabis ficou conhecido por liderar projetos que marcaram a história recente da IA, como o AlphaGo, e por ter participado do desenvolvimento do AlphaFold. O AlphaFold ajudou a prever estruturas de proteínas e rendeu a ele e ao pesquisador John Jumper o Nobel de Química de 2024.
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Ele diz que, desde cedo, buscou uma IA capaz de ir além de vitórias em jogos e chegar a descobertas com impacto no mundo real. “Você precisa ter a ferramenta primeiro, e construir essa ferramenta é fascinante, mas é ainda mais fascinante o que você pode fazer com essas ferramentas”, afirmou.
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O pesquisador afirma que, com a AGI, quer colocar sistemas para trabalhar ao lado de cientistas em problemas fundamentais. “Eu quero usar a AGI para entender a natureza da realidade. Estou esperando estar lá com meus sistemas de AGI e alguns grandes cientistas humanos, tentando descobrir o próximo nível da física. Essa provavelmente é uma das primeiras coisas”, disse.
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Fonte original: www.uol.com.br
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