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TSMC busca alternativas para impedir o domínio da China sobre as terras raras, dizem fontes

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TSMC busca alternativas para impedir o domínio da China sobre as terras raras, dizem fontes

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TAIPÉ/CINGAPURA, 22 Out (Reuters) – A TSMC, de Taiwan, está avaliando alternativas a componentes de terras raras em equipamentos industriais, disseram três fontes familiarizadas com o assunto, com o ​objetivo de reduzir o risco de que ​controles de exportação impostos por Pequim interrompam as operações de suas plantas, que produzem os chips mais avançados do mundo.

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A iniciativa ressalta como o domínio da China sobre as terras raras se tornou ​uma vulnerabilidade para a ⁠indústria global de ​semicondutores, depois que o país submeteu, no ano passado, determinados materiais ⁠de terras raras, ímãs e tecnologias relacionadas de ​processamento a controles de exportação, exigindo licenças.

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Ímãs de terras raras são comumente utilizados em motores que movimentam partes de equipamentos industriais, incluindo máquinas encontradas em ‌fábricas altamente automatizadas como as operadas pela ‌TSMC. A ​escassez dessas peças especializadas poderia interromper a produção de chips destinados a clientes das cadeias de fornecimento de smartphones, sistemas de inteligência artificial, centros de dados e defesa.

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A TSMC, ‌maior fabricante de chips por encomenda do mundo, consultou fornecedores sobre o uso de motores livres de terras raras em equipamentos de automação industrial, segundo três executivos do setor informados pela empresa sobre os planos. Uma das fontes disse que a iniciativa foi motivada por preocupações com possíveis interrupções de fornecimento provenientes da China.

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As discussões ainda estão em estágio inicial e, até o momento, não resultaram em uma adoção ampla de equipamentos livres de terras raras, ‌segundo duas das fontes.

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A empresa taiwanesa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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ALTERNATIVAS

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Os esforços da TSMC seguem declarações dos Estados Unidos e de Taiwan de ​que ambos começariam a procurar maneiras de reduzir sua dependência das cadeias de suprimento chinesas de terras raras e minerais críticos.

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Em ‌junho, Raymond F. Greene, diretor do American Institute em Taiwan, a representação de fato de Washington em Taipé, disse que os Estados Unidos estão trabalhando com Taiwan ‌e outros parceiros para desenvolver fontes ‌alternativas de abastecimento, ampliar a capacidade de processamento e construir cadeias de suprimento mais resilientes.

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O ministro da Economia de Taiwan, ⁠Kung Ming-hsin, afirmou em fevereiro que o governo apoiará o Industrial Technology Research Institute (ITRI), organização de pesquisa local, no desenvolvimento de tecnologias de terras raras. O plano prevê estabelecer, em até três anos, uma linha piloto de produção capaz de atender cerca de 50% da ​demanda doméstica da ilha.

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Autoridades norte-americanas ​demonstraram interesse particular pelo trabalho do ITRI e vêm mantendo conversas com o instituto sobre a diversificação das cadeias de suprimento de minerais críticos, segundo uma pessoa ligada a um centro de estudos dos EUA familiarizada com as discussões. O Departamento de Estado norte-americano não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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Em comunicado, o ITRI afirmou que está trabalhando com o Departamento de Tecnologia Industrial do Ministério da Economia ⁠de Taiwan no planejamento de um projeto relacionado a terras raras, sem fornecer mais detalhes.

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(Reportagem de ​Wen-Yee Lee, em Taipé, e Fanny Potkin, em Cingapura)

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Fonte original: www.uol.com.br

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