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Falhas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo

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Falhas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo

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A inteligência artificial descobriu falhas de segurança em PHP, uma linguagem de programação utilizada em 70% dos sites na internet, o que levou governos e empresas de todo o mundo a interromper o serviço para se protegerem.

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O que é PHP e para que serve?

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Criado no início da década de 1990, o PHP é uma linguagem de programação que faz funcionar aproximadamente 70% das páginas da web do mundo.

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Ao contrário de um site estático, que sempre envia a mesma página para todos os usuários, um site em PHP é considerado “dinâmico”.

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Isso significa que ele gera seu conteúdo consultando um banco de dados, verificando se o usuário iniciou sessão, exibindo informações personalizadas ou atualizando o conteúdo em tempo real.

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É “a espinha dorsal da web”, segundo a empresa de cibersegurança Wiz Research, que afirma ter usado IA para detectar vulnerabilidades ocultas em PHP há mais de dez anos.

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O PHP é utilizado em plataformas de criação de sites, como WordPress, Drupal ou PrestaShop.

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As falhas descobertas poderiam permitir que hackers acessassem um grande número desses sites, de lojas online a serviços públicos. Por isso muitos deles foram desconectados de forma preventiva.

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Como a IA detectou as falhas?

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A Wiz e outros grupos usaram modelos de IA de última geração, como os dos gigantes americanos OpenAI e Google, para revelar os pontos fracos do PHP em agosto.

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Essa descoberta foi mantida em segredo até que uma solução fosse desenvolvida. A OpenAI fala de “uma nova etapa, em que a IA pode detectar falhas de segurança com impacto em escala de internet”.

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Paralelamente à Wiz, a empresa de cibersegurança Calif descobriu as falhas durante uma auditoria do código PHP financiada pela OpenAI.

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“O problema com ferramentas como a IA é que, no momento em que todas as informações se tornam públicas, as pessoas podem transformá-las em armas com extrema rapidez”, declara à AFP Steve Kerrison, professor de cibersegurança no campus de Singapura da Universidade James Cook.

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“É por isso que todos estão agindo com tanta urgência para lidar com o problema”, acrescenta.

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Sites foram hackeados?

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O fato de páginas da web estarem fora do ar não significa necessariamente que tenham sido hackeadas.

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Pode tratar-se de uma medida responsável para proteger os sistemas enquanto são aplicadas atualizações de segurança”, explica Dimitrios Salampasis, da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália.

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Segundo a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, as falhas descobertas “frequentemente oferecem acesso direto ao sistema de arquivos ou ao banco de dados do servidor”, o que potencialmente permite que um hacker assuma o controle desses servidores sem sequer precisar digitar uma senha.

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Até agora, “os pesquisadores de segurança verificaram que ninguém está realizando ataques de forma ativa”, ressalta Salampasis.

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As grandes instituições, desde órgãos governamentais até veículos de comunicação, deveriam ser capazes de corrigir seus sites com relativa rapidez, mas outros podem continuar vulneráveis.

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“Alguns sites, sistemas e pessoas não terão a menor ideia do que está acontecendo e permanecerão na ignorância por dias, semanas ou até meses”, alerta Kerrison.

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Isso pode incluir blogs ou outros sites administrados por particulares, que podem ser usados para espalhar vírus, spam ou conteúdo malicioso.

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Haverá mais consequências?

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A natureza complexa dos sistemas online, que usam interfaces de terceiros, faz com que algumas falhas possam persistir mesmo depois de o problema ter sido resolvido.

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Se essas interfaces de terceiros utilizarem PHP, mesmo que o problema tenha sido corrigido, “você continua vulnerável”, ressalta Rahat Masood, professor de cibersegurança na Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney.

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Medidas sólidas de cibersegurança devem incluir várias camadas de defesa, lembra Kerrison.

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© Agence France-Presse

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Fonte original: www.uol.com.br

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