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EUA entram com processo alegando que Google não deu novo cargo a funcionário após licença militar

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EUA entram com processo alegando que Google não deu novo cargo a funcionário após licença militar

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NOVA YORK, 29 Out (Reuters) – Os Estados Unidos entraram com uma ação judicial nesta quinta-feira acusando o Google de não reintegrar um funcionário ​ao seu antigo cargo ou alocá-lo ​em um cargo similar após um ano de licença militar como reservista do Exército do país.

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Este caso é um exemplo raro do governo dos EUA processando ​um empregador privado por ⁠violar a ​Lei de Direitos de Emprego e Reemprego dos Serviços ⁠Uniformizados de 1994 (USERRA), que protege o ​emprego civil de militares convocados para o serviço ativo.

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De acordo com uma denúncia apresentada no tribunal federal de Manhattan, Mark ‌Davisson trabalhou por dois anos e ‌meio como executivo ​de contas-chave do Google, onde administrava contas de serviços em nuvem para a gestora de ativos BlackRock e o fundo de hedge Bridgewater ‌Associates, além de administrar os negócios nos EUA do antigo Credit Suisse.

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DEMISSÃO APÓS LICENÇA MILITAR

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Após o retorno de Davisson da licença em maio de 2023, o Google – uma unidade da Alphabet, com sede em Mountain View, Califórnia – supostamente se recusou a permitir que Davisson gerenciasse quaisquer contas de clientes, privando-o de oportunidades de crescimento na carreira, embora ele tenha mantido seu ‌salário e cargo.

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A denúncia afirma que o Google designou Davisson em janeiro de 2024 para um cargo na área de soluções ​em nuvem que também não envolvia o gerenciamento de contas de clientes, e o demitiu sete meses ‌depois, após mais uma licença militar e como parte de uma redução mais ampla da força de trabalho.

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Davisson possui uma casa em ‌Charlotte, Carolina do Norte, mas morou ‌e trabalhou em Manhattan enquanto era funcionário do Google.

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O Google não respondeu imediatamente aos pedidos ⁠de comentários.

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PERDA DE SALÁRIOS E BENEFÍCIOS

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O processo foi movido pela unidade de direitos civis do Ministério Público Federal em Manhattan, com o apoio da Procuradora-Geral Adjunta Harmeet Dhillon, principal responsável pela aplicação dos direitos civis no governo ​Trump.

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O processo busca ​recuperar os salários e benefícios perdidos, bem como indenizações adicionais para Davisson, e exige que o Google assegure um ambiente de trabalho não discriminatório, inclusive aprimorando o treinamento sobre a USERRA.

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“A lei federal garante que nossos bravos soldados, que se sacrificam tanto para nos manter seguros, não sejam punidos pelos empregadores quando retornam ao mercado de ⁠trabalho civil após concluírem o serviço militar”, disse o procurador federal Jamie McDonald, ​de Manhattan, em um comunicado.

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(Por Jonathan Stempel)

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Fonte original: www.uol.com.br

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