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Geoffrey Hinton prevê 'Chernobyl da IA' e faz alerta grave para 2027

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Geoffrey Hinton prevê ‘Chernobyl da IA’ e faz alerta grave para 2027

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Geoffrey Hinton, um dos pioneiros da inteligência artificial, alerta que sistemas avançados podem provocar incidentes de grande escala até 2027, segundo entrevista recente ao The Guardian.

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O que você precisa saber

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Hinton afirma que a humanidade talvez estivesse melhor sem a inteligência artificial. O cientista, de 78 anos, alerta que o mundo pode presenciar um desastre de grandes proporções em breve.

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“Ou no fim deste ano ou no ano que vem veremos uma ‘Chernobyl’, e isso talvez seja o suficiente para fazer as pessoas realmente prestarem atenção”, declarou, comparando o perigo da IA a acidentes nucleares históricos.

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Os próximos dez anos, ou menos, serão decisivos para evitar o descontrole. O pesquisador vê risco de sistemas desenvolverem comportamentos autônomos que dificultem a contenção humana…

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Hinton critica executivos de empresas de tecnologia por priorizarem lucro e participação de mercado. “Eles entendem os riscos e não dão a mínima. Preferem ficar com o dinheiro. Essa é a minha opinião”, declarou.

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O cientista diz não confiar em Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, e critica Mark Zuckerberg e Elon Musk. Hinton considera preocupante que Altman lidere uma das empresas americanas na disputa com a China por sistemas mais avançados.

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Testes antes do lançamento

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Hinton defende avaliações obrigatórias e independentes antes do lançamento de modelos avançados. A proposta tem apoio de 33 países, entre eles Finlândia, Alemanha, Canadá, Austrália e Singapura.

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O pesquisador compara a fiscalização à aprovação de medicamentos nos Estados Unidos. Empresas deveriam apresentar evidências estatísticas a uma autoridade independente de que os benefícios superam os riscos.

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Hinton cita a talidomida para argumentar que danos não devem ser tratados apenas depois que ocorrem. O medicamento, desenvolvido na década de 1950, provocou graves malformações congênitas.

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Saída do Google e alertas

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Hinton trabalha com inteligência artificial há cerca de 44 anos e cunhou o conceito de redes neurais artificiais nos anos 1970. As redes neurais são sistemas matemáticos capazes de aprender com experiências.

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O cientista deixou o Google em 2023 para falar publicamente sobre os riscos da tecnologia. Ele citou um episódio envolvendo agentes de IA da OpenAI e o incidente com o site Hugging Face como um sinal de alerta.

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Apesar das advertências, Hinton afirma que ainda é possível evitar uma catástrofe. “Meu instinto diz que ainda estamos no controle”, afirmou, com a ressalva de que isso exigirá esforço significativo.

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Defenda a verdade

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Fonte original: www.uol.com.br

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