Governo Trump aponta plano de espionagem chinês contra CEO da Nvidia, diz jornal


Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026
Reuters/Carlos Barria
O governo dos Estados Unidos suspeita que uma executiva chinesa do setor de tecnologia tenha atuado como agente de inteligência de Pequim, enquanto mantinha contato próximo com Jensen Huang, CEO da Nvidia.
Segundo o The New York Times, Alice Huang, também identificada como Huang Le, era uma das principais executivas da Megaspeed, empresa de data centers sediada em Singapura. Autoridades americanas concluíram que ela repassava informações à China.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
A investigação também apura se equipamentos da Nvidia comprados por empresas ligadas à executiva chegaram ilegalmente à China.
Donald Trump teria sido informado sobre as suspeitas há cerca de um ano, mas não tomou medidas. Segundo o jornal, integrantes do governo temiam que uma reação pudesse prejudicar os negócios da Nvidia e complicar as relações entre os dois países.
O caso também envolve a relação entre Huang e Trump. O executivo da Nvidia defendeu mudanças nas regras americanas para permitir a venda de mais chips à China.
No segundo mandato de Trump, o governo autorizou a comercialização de uma geração anterior de processadores em troca de uma participação na receita dessas vendas.
“As interações de Jensen com a sra. Huang não são incomuns nem inesperadas. Reunir-se com clientes faz parte do trabalho de um CEO; Jensen conversa com milhares de executivos de empresas clientes todos os anos”, disse John Rizzo, representante da Nvidia, ao jornal.
A Casa Branca, a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA) se recusaram a comentar o caso ao jornal.
A Megaspeed informou que sua atual liderança leva o assunto a sério e contratou advogados externos para conduzir uma investigação interna. A empresa também afirmou que pretende cooperar com o governo americano.
Alice Huang não respondeu aos pedidos de comentário. A embaixada chinesa em Washington rejeitou as acusações e classificou a posição americana como infundada.
Fonte original: g1.globo.com



