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Essa compensação, descrita pelo diretor financeiro Anat Ashkenazi na teleconferência pós-resultados da Alphabet na quarta-feira, oferece uma visão preliminar dos custos de um negócio que emergiu como uma das maiores áreas de crescimento da empresa, enquanto os investidores se preocupam com a ameaça da IA ao seu lucrativo negócio de publicidade em buscas.
“Enquanto antes os saldos de estoque consistiam principalmente em alguns de nossos produtos de hardware, agora esses sistemas TPU (chips personalizados) que ainda não tiveram vendas líquidas passarão a aparecer. Portanto, vemos o dinheiro saindo… não se trata do tipo tradicional de investimento em ativos fixos, mas sim de um ciclo diferente de geração de fluxo de caixa”, disse Ashkenazi.
Essa mudança pode pressionar a Alphabet justamente no momento em que os investidores ficam cada vez mais preocupados com o custo crescente da IA. As ações da empresa caíam mais de 13% nesta manhã de quinta-feira (pelo horário de Brasília), depois que a empresa divulgou mais um trimestre de queima de caixa e reiterou que os gastos com infraestrutura de IA aumentariam acentuadamente no próximo ano.
Ainda assim, os processadores estão ajudando a impulsionar o crescimento.
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A Alphabet não divulga separadamente a receita nem as margens dos chips, chamados de unidades de processamento tensorial (TPUs), mas afirmou que suas vendas deram uma contribuição “significativa”, já que a receita do Google Cloud mais que dobrou no trimestre encerrado em setembro.
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As vendas de sistemas TPU, que combinam os chips com rede, armazenamento e software, devem crescer ainda mais no trimestre atual e aumentar significativamente em 2027, disse o chefe do Google Cloud, Thomas Kurian.
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