IA sem Aperreio

Link do ChatGPT permitia ler conversas privadas de usuários

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Link do ChatGPT permitia ler conversas privadas de usuários

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Uma vulnerabilidade crítica na versão web do ChatGPT permitia que invasores acessassem conversas privadas, arquivos enviados e dados de contas a partir da abertura de um simples link compartilhado. A falha foi descoberta pela empresa de segurança Parameter e corrigida pela OpenAI, que classificou o incidente com o nível máximo de gravidade (P1) e pagou a recompensa de US$ 5 mil aos pesquisadores.

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Ataque funcionava com um único clique

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O golpe usava links públicos de chats aparentemente inofensivos como isca. O endereço enviado à vítima parecia uma conversa comum da plataforma e podia ser distribuído por e-mail, redes sociais ou mensagens diretas.

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Na demonstração final, a invasão ocorria em apenas 4,5 segundos. O usuário não precisava baixar arquivos, autorizar aplicativos ou colar linhas de comando: bastava abrir o link no navegador para que a rotina maliciosa fosse executada em segundo plano na conta que já estava logada.

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O código invasor herdava todas as permissões do site oficial. Ao rodar diretamente sob o domínio chatgpt.com, o script conseguia acionar as mesmas APIs internas que mostram o histórico do usuário, permitindo ler conversas particulares antigas, consultar documentos anexados ou alterar preferências da conta.

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Do gráfico de matemática ao YouTube

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A brecha se aproveitou de uma biblioteca chamada MathLive. Quando a conversa compartilhada exibia um gráfico interativo, o sistema carregava esse componente de fórmulas matemáticas de código aberto para desenhar o teclado virtual na tela.

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O componente aceitava comandos externos sem verificar o remetente. O recurso de prévia de HTML do ChatGPT funciona em um ambiente isolado (sandbox), mas conseguia enviar mensagens (postMessage) para a página principal; a MathLive recebia essas instruções sem checar a origem e aceitava blocos de código sem tratamento de limpeza.

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Um script do YouTube serviu de atalho para burlar as defesas da OpenAI. Como a política de segurança do site bloqueava códigos arbitrários mas liberava recursos de parceiros confiáveis, os pesquisadores usaram uma resposta do YouTube para executar o script no navegador e enviar trechos de chats privados para um servidor externo.

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Correção imediata e status dos usuários

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A OpenAI reproduziu o ataque e elevou a prioridade para o nível máximo. O alerta foi enviado em 18 de outubro e, após confirmar que a execução ocorria na prática, a desenvolvedora do ChatGPT subiu a classificação de P2 para P1, aplicando as travas de bloqueio no sistema entre os dias 22 e 26 de outubro.

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Os criadores da MathLive também atualizaram o projeto. A biblioteca matemática passou a exigir checagem de origem por padrão e bloqueou comandos de telas externas em sua versão mais recente.

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Não há indícios de que usuários comuns tenham sido espionados. A demonstração ocorreu de forma controlada entre contas dos próprios pesquisadores, e a correção foi aplicada diretamente nos servidores da OpenAI, sem exigir troca de senha ou qualquer ação por parte do público.

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Fonte original: www.uol.com.br

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