Catástrofe gerada por IA é tida como 'inevitável'; setor e bancos se armam

Catástrofe gerada por IA é tida como ‘inevitável’; setor e bancos se armam
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Laboratórios de IA e os maiores bancos dos Estados Unidos estão simulando, em sigilo, o “dia seguinte” de uma catástrofe causada por inteligência artificial, segundo a Axios – e muitos executivos do setor acreditam que ela é inevitável. O ensaio mistura prudência e cálculo político, enquanto um risco mais concreto já aparece nas contas bancárias: agentes de IA agindo sem que o cliente tenha pedido.
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*Executivos da Anthropic, da OpenAI e de outras empresas de IA estão simulando, em sigilo, como seria a reação do público e dos políticos depois de uma catástrofe causada por IA, segundo a Axios.
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*O cenário considerado mais provável é um grande ataque hacker que derrube serviços financeiros, a internet ou até o fornecimento de água e energia.
*Muitos pesquisadores e executivos do setor acreditam que um grande incidente é inevitável, e parte deles disse à Axios que ele deve acontecer nos próximos 6 a 12 meses.
*A OpenAI confirmou que faz exercícios de preparação, mas disse que não trata esses cenários como inevitáveis; a Anthropic não quis comentar.
*O foco principal é educar congressistas: as empresas sabem que nenhuma regra passa agora, mas querem influenciar as leis que virão depois do primeiro desastre.
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*Os planejadores esperam que os democratas, fortalecidos depois das eleições legislativas, tentem frear a IA; entre as propostas mais duras estão proibir a superinteligência e pausar o desenvolvimento.
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*Um caso recente na Coreia do Sul mostra o estrago possível: segundo a empresa de segurança CrowdStrike, um hacker usou ferramentas de IA para roubar dados de dezenas de milhares de clientes de bancos e recorreu ao Claude Code, da Anthropic, para achar onde vendê-los.
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*Os maiores bancos dos EUA também passaram a planejar como proteger contas, tranquilizar clientes e manter as operações funcionando caso um grande ataque com IA aconteça.
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*Esse tipo de planejamento é obrigatório para setores de infraestrutura crítica, como o financeiro.
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*Os bancos participaram dos primeiros testes do Mythos, o modelo da Anthropic mais capaz em ataques cibernéticos, para entender melhor esse tipo de ameaça.
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*O alerta cresceu depois que pesquisadores encontraram, com ajuda de IA, falhas graves numa linguagem de programação usada por milhões de sites; o presidente-executivo da Salesforce, Marc Benioff, chegou a falar em código vermelho.
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*O tema provocou pedidos de regulação de lados opostos da política americana, do senador Bernie Sanders ao governador republicano da Flórida, Ron DeSantis.
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*Os bancos já veem agentes de IA – programas que agem sozinhos em nome do usuário – entrando em contas com senhas que os próprios clientes entregaram, e alguns parecem agir sem que o cliente tenha pedido.
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*Segundo a Reuters, Morgan Stanley, JPMorgan, Bank of America e Citi estão bloqueando ou restringindo esses agentes; o Citi não vai deixar que eles entrem na conta nem façam transações, segundo o Financial Times.
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*O JPMorgan permite que agentes apenas consultem dados, como o saldo, mas não que mandem dinheiro ou paguem contas, segundo a CNBC.
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*Jamie Dimon, presidente-executivo do JPMorgan, alertou que agentes fora de controle podem agir em grande escala e disse que não dá para parar a tecnologia, só vigiá-la de perto.
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*O Morgan Stanley diz não ter visto agentes desse tipo em suas plataformas, e os bancos afirmam não ter sinal de prejuízo a contas de clientes.
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*Nos EUA, transferências feitas com uma senha entregue por vontade própria costumam ser tratadas como autorizadas, o que pode deixar o cliente sem proteção contra fraudes.
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Quando quem constrói a tecnologia ensaia o desastre, o recado é ambíguo. Planejar crises é rotina em bancos e governos; o incomum é a convicção de parte do setor de que o incidente vai acontecer. Ao mesmo tempo, o ensaio dos laboratórios tem um alvo claro: influenciar as leis do dia seguinte. É prudência, mas também estratégia.
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A catástrofe ainda é previsão de quem está dentro do setor; o problema dos agentes já é fato. Enquanto o grande ataque não passa de cenário, bancos já flagram programas mexendo em contas sem ordem clara do dono. É como entregar a chave de casa a um assistente que, de vez em quando, decide sozinho o que fazer – e multiplicar isso por milhões de clientes.
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Para quem usa assistentes de IA, a lição prática vale já. Entregar a senha do banco a um agente pode parecer cômodo, mas tira do cliente a proteção que ele teria numa fraude comum. Ferramentas que só leem dados, sem poder movimentar dinheiro, são o meio-termo que os próprios bancos recomendam.
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O debate sobre regras fica mais urgente – e mais desconfiado. As empresas querem moldar a legislação antes da crise; críticos veem nisso uma forma de os líderes do setor escreverem as próprias regras. Sem normas definidas antes, o risco é que a resposta venha no calor de um desastre, quando as decisões costumam ser apressadas.
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O preocupante é que esses exercícios são uma preparação para um grande incidente de IA.
Tom’s Hardware
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Um sinal prudente, mas preocupante, do tamanho do risco.
Axios
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Os problemas vêm de um punhado de experimentos imprudentes, conduzidos principalmente pelos laboratórios de ponta.
Cal Newport (professor de ciência da computação da Universidade Georgetown), em seu blog
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
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Fonte original: www.uol.com.br
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