Amazon ganha aval para comprar Globalstar e desafiar a Starlink


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A Amazon obteve o aval dos Estados Unidos para comprar a Globalstar por US$ 11,5 bilhões em uma estratégia direta para encarar a Starlink na internet via satélite. A aprovação da FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA) garante licenças de espectro essenciais para o Projeto Kuiper.
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A decisão da comissão norte-americana autoriza a Amazon a assumir o controle total da infraestrutura, dos satélites e das subsidiárias da Globalstar. Com a medida, a gigante de tecnologia passa a controlar cerca de 25 MHz (megahertz) do espectro móvel em órbita baixa.
O órgão regulador liberou também o acesso ao sistema C-3, uma rede com 48 satélites voltada à ampliação da capacidade de transmissão. A transação, que elimina os principais obstáculos regulatórios da empresa, deve ser concluída oficialmente até 2027.
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O negócio fortalece a divisão Amazon LEO na concorrência contra a Starlink (SpaceX), que lidera o setor com mais de 11 mil satélites em órbita. A nova infraestrutura viabiliza o serviço de conexão direta entre satélites e smartphones (Direct-to-Device ou D2D).
A tecnologia permitirá que celulares comuns se conectem à rede em regiões isoladas sem cobertura de antenas terrestres. A Amazon planeja iniciar as operações de banda larga até o fim deste ano e lançar o sistema D2D comercialmente em 2028, buscando autorização para colocar mais 5.105 satélites em órbita.
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A transação assegura a manutenção de acordos estratégicos já existentes da Globalstar, incluindo serviços prestados a agências de defesa e segurança pública dos EUA. A aprovação foi celebrada pela cúpula da FCC como um avanço para a oferta de banda larga de alta velocidade.
O acordo garante ainda o funcionamento contínuo do recurso de SOS de Emergência via satélite nos aparelhos da Apple. A infraestrutura que sustenta a troca de mensagens de resgate no iPhone e no Apple Watch continuará ativa sob a gestão da Amazon, que prometeu novos investimentos para modernizar a frota nos próximos anos.
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Fonte original: www.uol.com.br
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